António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    October 28

    Luta... perdida. António Zumaia

     
     
     
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    Luta… perdida
    António Zumaia
     

    Sonhando essa diva que o fez prisioneiro…
    Lúdico cantar de uma sereia maldosa.
    Ao mar deitou as armas, já não é guerreiro;
    Foi-se, no desejo da mulher caprichosa.
     
    Eis que prostrado e cruelmente submisso,
    já mendigando uma côdea do seu pão;
    Sente que encontrou nas pedras, o seu feitiço.
    Por ser acusado, de homem sem coração.
     
    A desdita surda de um amor escondido;
    Mostra no corpo a cicatriz de quem lutou.
    Sente agora, que na coragem foi ferido.
     
    Porque essa cruel diva nunca o amou…
    Lança o gutural grito de homem perdido.
    É prisioneiro e tristemente só… ficou.
     
    (Soneto Alexandrino)
     
    26/10/2007
    Sines – Portugal
     
     
    October 23

    Vegetando na vida António Zumaia

     
     
     
     
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    Vegetando na vida
    António Zumaia
     

    Repassando do mar a poesia;
    O bravo sangue que verte na alma.
    Bradem deuses na canção, eu queria
    a suave brisa que me acalma.
     
    Ruge a vida já se dissipando
    e perdido na voragem do tempo…
    Não sei se morro, ou se estou amando.
    Sei, que na vida brada o meu lamento.
     
    Ecoando nas veredas da serra,
    o grito triste, que minha alma inunda.
    Em negros rochedos que o mar desterra.
     
    Lanço as sementes que a terra fecunda,
    como poemas que a verdade encerra;
    Na vivência, que esta vida aprofunda…
     
    Sines – Portugal
    22 de Outubro de 2007

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    October 20

    Viajar. António Zumaia

     
     
     
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    Viajar
    António Zumaia
     
    Joguei ao mar minha vida;
    No sonho fui viajar
    e nesse mar já perdida,
    na bruma a fui encontrar.
     
    Foi a sublime loucura,
    em ondas de intenso amor;
    Espraiamos a ternura,
    nos lábios houve sabor.
     
    Mas o tempo não contou,
    na luta para te encontrar…
    A viagem terminou,
    conjugando o verbo amar.
     
    Sines - Portugal
    02 /05/2007

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    October 17

    Bradam sentidos


     
     
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    Bradam sentidos
    António Zumaia
     
    Semeando as flores nos teus cabelos;
    Bradam em silencio os meus sentidos,
    apenas sonhos no céu já perdidos.
    Carinhos, que anseio recebê-los.
     
    Sou tua água e tu minha fonte,
    inesgotável dor da minha sede.
    Passo por ti, porque és a minha rede;
    Juntos em amor passamos a ponte.
     
    Mas, não há rosa que perca a cor,
    como não há saudade, sem amor…
    Este, que arde em nós belo e latente.
     
    São teus braços, afagos de loucura;
    Teu corpo o meu jardim de ternura.
    No leito, de uma noite inconsequente.
     
    Sines – Portugal
    19 de agosto 2007

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    October 13

    DIA DA CRIANÇA

     
     
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    Homenagem da Fábrica de Sonhos
     
    Dia da Criança
     
    Ás nossas crianças carinho e amor,
    na candura desse sorriso seu…
    São alegria e perfume da flor,
    a mais bela prenda, que Deus nos deu.
     

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    October 12

    Trovando

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    António Zumaia
    Trovando
     
    Da água é que nasce a vida,
    ela lava os meus desejos.
    Que tu mulher bem querida,
    mates a sede com beijos.

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    October 09

    Sonhando

     
     
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    Sonhando
    António Zumaia
     
    Será destino ou sonho,
    o amor que ela me deu.
    Só da mulher não disponho,
    nessa vida que teceu.
     
    Ser do mar é meu destino;
    Um navegante na dor,
    na rota que determino,
    não há um porto de amor.
     
    Rasgo letras de poemas,
    como estrelas cintilantes.
    Essas ondas são dilemas,
    que separam os amantes.
     
    Ser poeta e marinheiro,
    mau destino em qualquer lado;
    Ter a mulher por inteiro,
    só na letra de um fado.
     
    Ser amor… e quero vida,
    nesse corpo de mulher.
    Os teus lábios… ó querida!
    Sonho o amor que vier.
     
    Poesia é doce enleio,
    ser poeta é castigo…
    No destino já não creio;
    Ter-te um dia comigo…
     
    Sines – Portugal
    29 de Agosto de 2007 
     
    October 07

    Feiticeira...

     
     
     
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    Feiticeira...
    António Zumaia
     

    Perdido nesse loiro trigal;
    No belo encanto do teu olhar;
    Nesses olhos que me dão sinal...
    Nesses lábios por mim a chamar...
     
    És o meu encanto e feiticeira,
    que domou meu corpo e meu ser...
    Foi essa a magia certeira,
    que modificou... o meu viver.
     
    Magia de seios que me encantam;
    Sorriso... verdadeira alquimia.
    Feiticeira que meus versos cantam,
    sempre foste, a mulher que eu queria.
     
    Foi magia ou o teu feitiço,
    que em loucura me embriagou...
    Eu sou teu... mesmo sem dar por isso;
    Na tua magia eu sei que estou...
     
    A tua arte é mesmo magia;
    Teu encanto minha felicidade...
    Nesta vida, o que eu mais temia,
    era perder-te... na realidade.
     
    Canto ao mundo como sou feliz...
    Embrulhado nesse encantamento;
    Gritar louco... esta mulher me quis,
    criou em mim este sentimento.
     
    Se é magia ou amor eu não sei;
    É o ar que respiro e preciso;
    È a mulher que em sonho adentrei
    e nesse sonho...perco o juízo.
     
    Sines - Portugal
    12/04/2006
     
     
    October 04

    Sonhei… Fiz… Lembrei…

     
     
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    Sonhei… Fiz… Lembrei…
    António Zumaia


    Sonhei…

     

    Foi o sonho da minha juventude,
    desfrutar um dia de um belo amor.
    Na mulher via a flor… e a virtude;
    Como nos ilude… essa bela flor.

     

    Sonhei o mundo de belas vestais,
    fazendo amor num delírio constante:
    Ser o amante… sonho de arraiais.
    Jovem não mais… Mas homem delirante.


    Fiz…

     

    Quantos sonhos que nunca realizei.
    Outros foram prados das minhas flores.
    Nos amores… Neles peregrinei;
    Saboreei… a fonte dos amores.

     

    Tomei em minhas mãos todo o amor.
    Tive nas mãos as rédeas do prazer.
    Quis ter… Da vida todo o seu sabor;
    No amor… Realizei o viver.


    Lembrei…

     

    Tenho agora a doce nostalgia,
    ao relembrar a vida que passei.
    A beijei… E eu tanto o queria;
    Lembraria… que sempre a desejei.

     

    Esqueço nas brumas o meu passado.
    Já vivo na minha recordação.
    Coração… já não está mais a meu lado;
    Viver acabado… Da ilusão.

     

    Sines – Portugal
    30 de Setembro de 2007