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October 30
Um poema...
António Zumaia
É escrito com letras e sem lei;
Foram juntas num mistério qualquer.
Dura luta que nem mesmo eu sei,
se é verdade o amor... dessa mulher.
Foi do sonho que nasceu o poema,
foi escrito e levado no vento
e neste peito ficou o dilema...
Porque ele ficou no meu pensamento.
Preciso arrancá-lo do meu peito;
Essa mulher não é a poesia,
que sonhei um dia no meu leito.
Foi essa a rima que eu não queria,
se o vento o levou e está desfeito,
é poema que escrever... não devia.
Sines - Portugal
29/10/2008

| October 24

Três vezes António Zumaia
Por três vezes te pedi, esse beijo e não mo deste. Por três vezes eu senti, que tu nunca me quiseste.
Por três vezes quis o sonho e não consegui sonhar. Por três vezes eu reponho, minha vontade de amar.
Por amor foram três luas, que no céu eu vi brilhar; Eram as três negas tuas, que fizeram suspirar.
Mais três vezes eu tentei, esse livre coração… Com mais três negas levei, acabou a ilusão.
Sines - Portugal 13/10/2008

| October 22
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Finalmente minha
António Zumaia
Se nos braços te apertei, amor te queria dar… Se teus lábios eu beijei, muito mais eu vou beijar.
No êxtase te vou ter e no amor redimir; Quero o grito de prazer, quando eu te possuir.
Sentir teu peito arfar, numa doce melodia; Será a canção de amar, que aos céus tanto pedia.
Entrei no templo a medo, não queria profanar; Eras tu o meu segredo; Tu me irias perdoar…
Aos deuses então rezámos, nossos gritos de prazer; Nosso amor o ofertámos, nesse acto de viver…
Sines - Portugal
| October 14
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Sonho no poema. António Zumaia
Sonho partir e não vou. Sonho o amor sem o dar. Sonho que a vida acabou; Sonho sem saber sonhar.
Sonhei, que a vida perdi. Sonhei, que ela não me quis. Sonhei, nem sequer vivi. Sonhei, mas não fui feliz…
Sonhando passou a vida. Sonhando voou o tempo. Sonhando com a querida. Sonhando no meu lamento.
Sonho, sonhei e sonhando, a vida por mim passou. Agora já acabando, só o poema ficou...
Sines - Portugal 13/10/2008
| October 09
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Tudo me deste António Zumaia
Vieste e aceitei, deste-me e delirei. Não quero mais perder, esse sonho de viver…
Amo teus olhos morenos, lábios doces e pequenos; Seios que são a loucura. Corpo, enlevo de ternura.
És o sonho, minha vida, te fazes e és querida. Quero-te em mim na ventura, pois toda me dás ternura.
Meiguice na tua mão, dá carícias, ilusão… Teu corpo me receber, no teu grito de prazer.
Serás rosa desfolhada, por tanto seres amada. Pétalas na minha mão, do teu amor a razão.
Vem… do teu corpo o calor; Que ao fazermos amor, nos dá prazer e a vida. És o meu templo querida.
Sines - Portugal

| October 08
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Áurea da penumbra António Zumaia
Quero a penumbra de uma vida, diluída num sonho qualquer. Roda mundo, virando perdida; Nesse corpo alvo de mulher.
Corpos unidos cantando amor, delírio de êxtase conseguido; Vulcão de vida e de calor, num éden, que a nós foi cedido.
Roubei aos deuses o privilégio; O seu belo corpo o meu altar. Se meus beijos foram sacrilégio, pelo meu pecado irei pagar.
Dêem-me o fogo do meu castigo, cruzarei espadas nesta vida. Mas, a deusa a quero comigo; No deleite de minha querida.
Que me importa se o fim me desdenha. No meu sonho o corpo é perfeito. Cantando o hino no céu desenha, as loucuras feitas no meu leito.
Sines - Portugal 05/10/2008

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