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November 30
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É Natal António Zumaia
O ruir de velhas esperanças, E sentir que uma mão se estende... É Natal.
O lutar uma vida inteira, E sentir que alguém o relembra... É Natal.
A lágrima da tristeza, Seca com muito carinho... É Natal.
Quando a dor nos corrói as entranhas, E uma palavra de amor nos anima... É Natal.
Quando tudo parece acabar, E nos indicam um caminho... É Natal.
O homem tudo cria afinal, Os sentimentos são obra sua; No palácio ou até na rua Faz nascer... O Natal!
Sines - Portugal

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November 29
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Natal no Spaces
Amigos/as, a nossa amiga Pukka teve uma idéia brilhante, promover um Concurso sobre o Natal nos Spaces Live Pareceu-nos uma idéia magnífica, receber Jesus com a criatividade e arte de todos nós. Aceitei participar, porque faz falta implementar a arte, nos costumes dos homens e das mulheres, normalmente tão arredios das coisas de DEUS, do belo e do amor.

Para todos o nosso desejo de UM FELIZ NATAL e que as bênçãos de DEUS recaiam sobre vós, meus amigos.
É Jesus que vai nascer, um poema… uma flor. Assim vamos receber, o menino com amor.
António Zumaia
Sines Portugal 29/11/2007

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November 28
Fragilidades António Zumaia
Se na vida lutei e morri, foi porque a luta, era desigual; neste coração homem, esqueci… Que o bem, nem sempre vence o mal! Todo esse tempo no qual vivi, procurei rumo… sem saber qual.
Quebrem lanças num frágil escudo, que protege, ainda assim, meu peito. Na guerra e no amor não me iludo; No dia passado no teu leito, foi em sonho, que me deste tudo; Que tu amaste… nesse teu jeito.
Tentei minhas amarras quebrar, nas forças que em mim existiam. Tentei amarguras superar, laivos de dor, que em mim persistiam. Doeram… fizeram-me parar, as ilusões, bem longe partiam.
Quedei louco e já derrotado… Fímbrias desse amor eu as guardei. É rosa de perfume… danado, feriu-me doida… em mim quebrei; Uma esperança de ser amado. Sem saber bem, por quem eu lutei.
Sines - Portugal 25/11/2007

| November 27
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Homenagem à poetisa e senhora que foi Marici Bross.
* 15/03/1942 - + 24/11/2007
Com os seus BONS DIAS alegrava e fazia-nos sentir vivos pelas belas palavras com que sempre acompanhava este seu matinal cumprimento. Quando ela faltava, eu sentia a sua falta. Hoje desejo para ela que Deus lhe dê os bons dias na sua Glória. Algumas vezes respondi aos seus Bons dias com uma trova de agradecimento, era este o nosso relacionamento, do qual eu vou sentir falta.
Poema de Marici Bross
MEU DEUS, MINHA PAZ! (Marici Bross)
Dunas brancas, Ora ondeadas, Ora lisas, Entremeadas de lagoas De um intenso azul. Onde a brisa, Sopra suave, Numa carícia A nosso corpo. A nossa alma Brisa que refresca, Sol que aquece, Areia que embala Nosso caminhar São passos. São vôos A nos cobrir De paz infinita Carregadas de Paz Divina.
Lençóis Maranhenses, MA. Lagoa da Preguiça, 04-05-06 9:30h
Homenagem a Marici Bross
Subiu ao céu a mulher, o corpo à terra desceu; A poesia que houver, foi tudo que ela nos deu.
Poeta não vai morrer; É nos versos que escreveu… Continuará a viver, nos poemas que nos deu.
Marici já és saudade… Quanto amor nos ofereceu, esse amor que era a verdade, pois foi nele que se deu.
António Zumaia
Sines - Portugal 26 de Novembro de 2007

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Inverno António Zumaia
Ó chuva que inundas a minha alma; Terrível dor molhada… que arrepia. Chove lá fora e isso me acalma, mas sinto o frio… Sem dúvida chovia!
O Inverno é quando a alma chora. Como a adaga… é frio no coração; Porque a sinto, já aqui e agora, varrendo de mim, toda a ilusão.
Inverno… Já me arrasto pelo chão, pedindo clemência do frio que sinto, molhado e faminto… como um cão.
Inverno… Solto nesse labirinto. Imploro chorando a tua mão; Sou homem, esse é o meu instinto.
Sines - Portugal 22/11/2007

| November 23
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A rosa António Zumaia
Como a bela rosa me perfumaste, em sonho numa tela inexistente. Só espinhos ficaram e magoaste, o pobre homem de amor demente.
Pétalas vermelhas inebriaram, foram rio de poesia e amor… As águas puras no mar acabaram, porque as pétalas, perderam a cor.
Em raiva essa rosa esmaguei, triste lenda que se não esqueceu, pelo tempo que em mim a carreguei.
Vou sarar as feridas que me deu; Vou ter rosas ás quais deslumbrarei… Porque a rosa, nas ruas se perdeu.
Sines - Portugal 21/11/2007

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November 18

Solta-me... António Zumaia
Não me prendas coração, deixa minha alma voar... Nem que seja na ilusão, deixa meu corpo sonhar.
Solta-me...
Porque é grande e triste a dor, que tenho de suportar... Estar preso a um amor, Do outro lado do mar.
Solta-me...
É na dor que vivo agora, com a diva de além mar; Creio chegada a hora, de me poder libertar...
Solta-me...
Seu amor ela não esquece e vive para agradar... No que é belo ela enriquece, já nem precisa sonhar.
Solta-me...
Não é um amor qualquer, é o sonho de sonhar... Larga de vez ó mulher, este que te quer amar...
Solta-me...
Quero ter a liberdade, do teu amor encontrar; Já só quero a saudade, de nos braços... te apertar.
09/11/2006 Sines – Portugal
| November 16
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A estrada… António Zumaia
Essa bela estrada, que um dia me indicaste. Eram rosas, que perfumavam meu caminho. Era o sonho mais lindo, que para mim guardaste; Bem lá no fundo, esperavas-me em carinho.
Preciosa prenda que Deus me destinou, dando-me a luz do amor e da ternura e tudo isso para mim, ela guardou. Esperando-me nessa estrada de ventura.
Caminhando… Por muito tempo caminhei. Mas seus lábios fizeram de mim vencedor; Belo corpo deu-me a canção, que cantarei! Pois no seu peito dois seios… eram amor.
Bela e doce vida, encontrei nos seus braços. Fiz os poemas de raiva já esquecidos… Os de dor fluíram na mente, já escassos; Apenas os de amor… eram apetecidos.
Ela deu-me tudo que na vida sonhei. Tenho da mulher o mais divino calor… Grito aos deuses: A vossa glória eu roubei, pois sou o dono… do milagre do amor.
Sines - Portugal 14/11/2007

| November 15

Não me prendas António Zumaia
Porque me prendes, se quero ser teu escravo. Render-me na luta que sou o vencedor… Vivi a vida… mas só contigo a acabo. Porque este peito vida… só teve a dor.
Meu cruel luzeiro que tanto se afastou… Sempre o vi de bem longe, dando o seu sinal; Na tempestade, foi a luz que me guiou, sinto que sou feliz… nesta recta final.
Sou teu! Querida mulher, porque tu és minha. Teu corpo campanário de uma melodia… Eras a lua cheia de luz… E já minha!
Não me prendas, porque sou teu como queria. Beijo-te louco porque te sinto rainha; Sedento de um pouco de vida… e de alegria.
Soneto Alexandrino
Sines – Portugal 12/11/2007
| November 14
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Belita
Parabéns minha filha querida.
Que este dia se repita em FELICIDADE,
com tua filha e o Miguel.
Minha filha, amor meu… És a luz do meu olhar. Graças a Deus que te deu, esse coração para amar.
A minha alegre guerreira, que a vida assim desafia; És na dor a enfermeira, que a minha alma a Deus pedia.
Mais um ano que completas. Houve alegrias e dor… És a par com minhas netas, o buquê do meu amor.
Peço a Deus felicidade, de te ver em alegria. Viver sempre na verdade, sorrindo no dia a dia.
Este homem já cansado, apenas quer, o viver. Ser o teu pai muito amado, na alegria de te ver.
Mais um ano, vida nova, com teu feliz companheiro. Tua filha a bela trova, linda flor do meu canteiro.
Teu pai o pobre poeta, que ama na poesia; Diz-te de forma directa: Meus PARABÉNS neste dia!
Com todo o amor do teu pai…
António Zumaia
14 de Novembro de 2007
| November 11

Nossos desejos António Zumaia
Quero-te rendida aos meus desejos; Teu belo corpo nu, colado ao meu… Meus lábios percorrendo-o em doces beijos, agradecendo o amor, que me deu.
Deste-me o sonho, viveu-se a vida… Imolada no amor, nossa chama; Perdeste o pudor… e foste querida, fazendo altar de amor… naquela cama.
Pode ser apenas recordação, mas foi hino o teu grito de amor; Pois foi sentido no meu coração.
Flúi para mim o teu doce calor, esse corpo… a minha adoração. Cuja ausência já me causa a dor.
Sines – Portugal 08 / 11/ 2007
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November 07

Poema ao meu Amor… António Zumaia
Tu és carinho e vida, a razão do meu viver; Saras-me qualquer ferida, que um dia possa sofrer.
É na luz do teu olhar, o mar longo onde me banho; Nas ondas da praia-mar, é amor desse tamanho.
Minha bela deusa Lua, ao Olimpo a fui roubar… Assim tão pura e tão nua, percorrendo o nosso mar.
Seremos loucos de amor, perdidos na ventania… Quero pétalas de flor, na mais bela melodia.
Perdoa amar-te assim, querer-te minha também; O não estares perto de mim, faz-me perdido no além…
Sou velas soltas no mar, arribas dos meus desejos. Ser-me em ti… é navegar, num mar que é pleno de beijos.
Sines – Portugal 02/11/2007
Fábrica de Sonhos
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November 04

Um livro é mais um filho,
que é feito com muito amor.
É do poeta o brilho,
o perfume de uma flor.
Zumaia
| November 03

Chorrilho de Trovas I
António Zumaia
Jogaste as cartas na mesa, dando-me desilusão… Fiquei assim na certeza, que tu não tens coração.
Tenho amor no coração e à mulher já o dei. Ela não é ilusão, apenas sempre a amei.
És triste menina feia, mas muito bela em ternura. Esse coração me enleia e teus lábios dão ventura.
Foi pecado te querer, ou simplesmente te amar. O castigo que vou ter, é de contigo casar…
Não sejas má por favor; Pois tu és o meu destino. Quero viver no amor, muito feliz e ladino.
Menina já és mulher, como fruto do amor. Não te dês a um qualquer, pois tu não és uma flor.
Vieste a mim toda nua, num destino de amor. Eras como a deusa lua, no orvalho de uma flor.
A musa e o poeta, são dois seres numa vida. Sua beleza projecta e será sempre querida.
Sines - Portugal 02/11/2007
| November 01
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SAUDADES... MÃE! António Zumaia
Neste céu… de estrelas cravejado, vejo uma que brilha, mais além… Talvez até eu tenha sonhado, mas pareces tu… querida mãe!
Entre as estrelas sempre te vi, do teu filho, dona do amor… A estrela… parece que sorri, são estrelas no jardim… do Senhor.
Brilha minha mãe… dá-me um sinal, para apagar de mim, esta saudade… Não chores ó mãe, porque afinal, tua ausência para mim… é maldade.
No meu céu, quero-te vislumbrar, de nuvens brancas sempre enfeitada. Com essa luz, que te faz brilhar, por teu filho eternamente amada.
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Sra. Joaquina Afonso Lopes Basílio Ferreira. - Nascimento 28 de Agosto de 1909 - Falecida a 23 de Março de 1993
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Do livro Mar... Lusitano Amor de António Zumaia página 92
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