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February 26
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Canto da loucura… António Zumaia
Já ébrio desse vinho que é danado… Grito louco, que eu já sou um também. Do néctar da mulher embriagado, não sei se estou… ou ando no além.
Grito que é já louco no suspiro. Derrubo castelos que não são meus; Cravo este meu punhal e deliro, porque a flor… nunca esteve em lábios seus.
Dói-me … porque doer será a vida; O imbróglio que não sei decifrar… Entrei na loucura, que foi esquecida, na insanidade que foi amar.
Não quero… nem nunca eu vou querer, perder-me no perfuma dessa flor. Mulher que me fez um dia viver, mas nunca soube, dar-me o amor.
Perdido em labirinto da loucura, saboreei seios, corpo, mulher… Passeei entre laivos de ternura; Quem foi? Não sei! Somente uma qualquer.
Estoril – Portugal
09/02/2008

| February 25
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Uma rosa para Amália Rodrigues António Zumaia
Rosa negra… negra rosa; O fado foi seu destino. Sempre boa e formosa, ser mulher foi desatino.
Rosa negra… negra rosa; Andas só nessa viela, bela mulher e vistosa, a tristeza vai com ela.
Rosa negra… negra rosa; É destino que Deus deu. Sorri e não é maldosa, mas de amar ela esqueceu.
Rosa negra… negra rosa; De xaile negro traçado, tua voz melodiosa; No fado triste cantado.
Rosa negra… negra rosa; Essa cor que te destina, no fado serás famosa; É a tua triste sina…
Rosa negra… negra rosa; A voz do povo entoou, quando ela desditosa, de todos nós se afastou.
Nas mãos do povo uma flor, era negra e saudosa… De todos nós o amor. Rosa negra… negra rosa!
A minha pungente saudade de Amália Rodrigues.
A DIVA DO FADO
Estoril - Portugal 07/02/2008 
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February 15

Portando amor António Zumaia
És mulher carinho… Porque és amor! Enfeitada de belos sentimentos; De todos os jardins a linda flor. Oscula de beleza meus momentos.
Perene doçura, seu existir… Rodeada de meus braços é carinho. Projectamos amor no porvir, porque a mulher, não me deixa sozinho.
E vens a mim à noite como a lua, exultante beleza… de mulher nua; Que me prende irremediavelmente.
Não quero… e não posso libertar-me; O teu corpo é amor a falar-me… Quero-te para sempre… Eternamente!

Estoril - Portugal
07/02/2008
| February 14

Namorada António Zumaia
No esplendor do céu, que tu chegaste;
Dando a vida a este ser já perdido.
Foste o sol… Quando tu me iluminaste
e nessa branca luz, fiquei rendido.
Serás a minha eterna namorada…
O teu nome no céu o desenhei,
na minha poesia serás sonhada;
Como a mulher, mais bela que encontrei.
Ser teu poeta sonho acalentado…
Ser o teu homem, o sonho sonhado;
Quero-te… Nos meus braços apertada.
Num amplexo de lascívia e amor,
faremos poemas de rósea cor.
Querida… e eterna namorada.
Sines - Portugal

14 de fevereiro de 2008
DIA DE SÃO VALENTIM
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February 07
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Inverno da vida António Zumaia
No coração tempestade, a gritar neste meu peito. Sem olhar qual a verdade, que aconteceu no teu leito.
Houve beijos de loucura; Foi divino; Eu o sei! Correu por mim a ternura, em tudo que eu te dei.
Sentir seios esmagados, na loucura do abraço; Assim ficamos parados, gozando por largo espaço.
Mas… Inverno as leis ditou; Delapidando a ternura… Já sem força a mão soltou, uma verdade bem dura.
Há Invernos nesta vida, não se pode evitar… O manto branco é ferida, que a todos nos faz parar.
É o frio no coração, faz a borrasca da vida; Desfaz-se a ilusão, que se encontra assim perdida.
Já sinto em mim o Inverno, desfazendo o meu ser. Criando em mim o inferno, que não me deixa viver…
Sines - Portugal 04/01/2008
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February 06

Depois do Nada António Zumaia
O meu tempo nesse vento, corre com ele depressa; Olho ao longe o pensamento e ela, não mais regressa.
O tempo corre cruel, meu sonho é já farrapo; Foi esculpido a cinzel, mas ao tempo… não escapo.
Olho a nuvem que passa, também ela já tem fim. Pobre pássaro que esvoaça, sem trazer nada para mim.
São lágrimas sem destino, porque o tempo não perdoa; Este amor foi peregrino e pela vida… ele voa.
O tempo que já passou; Sinto em mim estranho vazio. O tempo não perdoou e quedo inerte e frio…
Sines – Portugal
| February 05
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Sombras e Carnaval António Zumaia
Ondeando teu corpo de menina, que desnudo é já de uma mulher; Máscara colorida e feminina, mostras tua beleza, a um qualquer.
Escondes na sombra a identidade; Provocas sem timidez, vis desejos… Sem que em teu coração haja maldade, dás em profusão, olhares e beijos.
Não é o teu prazer me magoar; O teu peito exulta de alegria… Dás teu corpo e beleza a quem olhar, quando para mim… tanto o queria.
Vens a mim enfeitada e sonhadora, derramas alegria de viver; Cantas e danças mulher tentadora, olho louco, porque te quero ter.
Passas no Carnaval impunemente, desfilando nas ruas o teu sonho. Sei que depois tudo é diferente, é essa vida… que eu te proponho.
Seres a minha máscara querida, sem essas belas plumas coloridas… Foi ao desfilar que me deste a vida, neste teu Carnaval, das nossas vidas.
Sines - Portugal Carnaval de 2008
| February 04
O teu nome… António Zumaia
Na nuvem escrevi teu nome, com tinta de muito amor; Desejo que me consome, em resquícios de uma dor.
Teu nome escrevi no mar, em pinceladas de espuma. Foi quadro por acabar, quero essa ou mais nenhuma.
Teu nome escrevi na serra, em penhasco bem agreste; Vi aí que se desterra, tudo aquilo que me deste.
Teu nome escrevi no peito e foi bem frio punhal; Que me feriu no teu leito, de forma insana e brutal.
Tentei o esquecimento, mas é escrito em muito lado… Só me resta o lamento, de sentir que é o meu fado.

Sines - Portugal 25/01/2008
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