António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    April 25

    No meu sonho... António Zumaia

     
     
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    No meu sonho...
    António Zumaia
     
    São sonhos... que impedido de sonhar,
    trazem-me maresias... marés bravas;
    Não queiras... porque assim vou acabar,
    nesse sonho... sem saber onde estavas.
     
    Sei bem que era comigo que falavas;
    A ternura sempre foi alimento,
    desta vida doida, que tu me davas...
    Não posso perder-me, a teu contento.
     
    O teu corpo é meu palácio encantado,
    teus seios o meu sonho e delírio;
    Teus meios... tudo que tenho sonhado.
     
    Em devoção ergo-te o meu círio,
    dou-me para ti, completo e acabado;
    Sentindo-te em mim... ó meu doce lírio.
     
    Estoril - Portugal

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    April 23

    Esse tempo que me foi dado António Zumaia

     
     
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    Esse tempo que me foi dado
    António Zumaia
     
     
    Malvado tempo que o cabelo embranquece;
    Passando ao ritmo do bater do coração...
    Só o bom vinho desta minha região,
    me faz pensar que a idade enobrece.
     
    Mas nunca nesta vida precisei correr,
    Sim! Este coração já viveu por amor.
    Foi feliz, teve desgraça e muita dor,
    nesta estrada percorrida a viver...
     
    Este meu corpo já foi hino de prazer,
    espraia-se agora na recordação;
    No deleite deste vinho, que faz viver.
     
    Olho as minhas mãos, delas sai a ilusão,
    na poesia que ainda posso escrever.
    Sou feliz! Porque bate o meu coração.
     
    Sines – Portugal

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    April 20

    Eu... António Zumaia

     
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    Eu…
    António Zumaia
     
    Amplexo de ternura e muito amor,
    matizando a vida que me foi dura;
    Vivi os meus poemas de ternura.
    Existiram momentos, que houve dor.
     
    Sibilantes ventos por mim passaram,
    Houve luta e sangue derramados;
    Houve sonhos, que não foram sonhados.
    Mas outros houve, que em mim ficaram.
     
    A feiticeira rezou-me um dia
    e no seu olhar eu podia ler…
    A poesia será meu viver,
    amar de verdade… não poderia!
     
    Faço o amor nessa rima que dou.
    Negra e branca pele, a deusa divina;
    Na minha vida a mulher determina,
    o homem… ou o poeta que sou.
     
    Sines - Portugal

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    Não podes esquecer... António Zumaia

     
     
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    Não podes esquecer…
    António Zumaia
     
    Coração de homem, estrela cadente;
    Que morre a cada hora a cada instante,
    só o seu amor vive eternamente,
    na poesia… da que foi sua amante.
     
    Nela edificaste esse teu mundo,
    em centelhas de carinho e amor.
    Porque não a esqueces, nem um segundo,
    vives a vida de pranto e de dor.
     
    Foi a tua mulher e sacrilégio…
    Olha bem homem… Que tu já pecaste.
    Ela não foi mulher de sortilégio
    e sem querer, esse amor tu mataste.
     
    Em ruínas, castelos destruidos;
    Pranteia agora nas ervas daninhas…
    Dilui-te nesses teus passos perdidos,
    porque as tuas trovas, estão sozinhas.
     
    Essa mulher que era os teus versos;
    Palavras que eram pétalas de amor.
    Jazem agora pelo mundo dispersos,
    plantando a vida e esquecendo a flor.
     
    Fez o sonho em divinos poemas,
    ensaiando a vida num belo acto;
    Se arrancou da vida belos temas,
    foi com eles que fez… o teu retrato.
     
    Sines - Portugal

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    April 19

    Senda da Vida - António Zumaia

     
      

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    Senda da Vida
    António Zumaia
     
    Já tive um amor na vida;
    Dos meus olhos foi a luz.
    Essa mulher tão querida,
    foi meu calvário... e cruz.
     
    Iluminou meu caminho,
    torneado de ventura.
    Foi encanto e carinho,
    ao dar-me a sua ternura.
     
    Até que um dia partiu,
    sem eu saber a razão;
    Foi um terrivel vazio,
    que ficou no coração.
     
    Sines - Portugal
    17/04/2008

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    Sonho do teu beijo - António Zumaia

     
     
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    Sonho do teu beijo...
    António Zumaia
     
    Minha Saga é cantada num beijo,
    que tristemente... perdi no vento;
    Voa triste esse meu desejo,
    na nuvem negra... o meu lamento.
     
    Esse beijo cantou-me o destino,
    quando ela veio... para mo dar;
    Com minha dor agora termino,
    pois dela tenho... o paladar.
     
    Desses lábios o mel eu suguei,
    foi com eles... que senti a vida
    e a essa vida, me entreguei...
     
    Mulher, que nunca será esquecida;
    Sonho lindo que eu tanto amei,
    a tenho comigo... e é querida.
     

    Sines - Portugal
     

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    April 12

    Neva no amor António Zumaia

     
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    Neva no amor
    António Zumaia
     
    Sinto que minha alma arrefeceu;
    Neva na soleira da minha porta…
    Alva e branca e nela se escreveu,
    o muito frio, que minha alma suporta.
     
    A brancura dilúvio de pureza,
    faz-me acabar num deserto bem triste.
    Há frio em mim como na natureza;
    Beijo molhado e frio, que em mim persiste.
     
    Foi nesse beijo que tudo me deu,
    como levou tudo que era meu…
    O poema escrito quando nevou,
     
    perdeu-se nas águas ao derreter,
    eu e ela iremos esquecer;
    Porque ao calor do sol… tudo acabou.
     

    Sines - Portugal
    09/04/2008

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    April 08

    Fala comigo... António Zumaia

     
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    Fala comigo…
    António Zumaia
     

    Amor não vem… nem uma palavra tua.
    Grito como louco… no meio da estrada.
    Sei, o coração tem… a imagem nua;
    Mas é pouco… sem a palavra esperada.
     
    Sinto das tuas palavras a ausência.
    Criando em mim demónios que dão a dor.
    Te rogo… fala comigo, tem clemência…
    Porque me queima a chama do amor.
     
    Não fustigues, por favor, fala comigo…
    Preciso da graça, da tua palavra.
    Sei… que o hediondo crime tem castigo.
    Silêncio… é cruel punhal que se crava.
     
    Mas não me faças assim enlouquecer,
    porque a raiva, já se misturou na dor.
    Este homem já sem culpa vai perder;
    Imolando no silêncio o seu amor…
     

    Sines - Portugal
    28/03/2008

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    April 04

    Fado Português António Zumaia

     
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    Tela de Malhoa
     
    Fado Português
    António Zumaia
     
    Na alma do Lusitano,
    brilha um estranho lirismo
    Foi para o mar um profano,
    mas impôs Portuguesismo.
     
    Habituado à partida,
    ele inventou a Saudade;
    Nesse mar que é sua vida,
    de sofrimento e maldade.
     
    No xaile negro sonhou,
    seu amor no alto mar…
    Foi quando o fado cantou,
    com o seu peito a sangrar.
     
    O fado nossa canção,
    semeado de tristeza;
    São ecos do coração,
    onde habita a incerteza.
     
    Por isso o nosso fado,
    é canção de sentimento;
    Que numa voz é chorado,
    expressando um lamento.
     
    De um amor que partiu,
    no vento enfunando as velas
    e na saudade sentiu…
    Esse mar e as caravelas.
     
    Sines - Portugal
    28/03/2008
     
     

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