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April 25
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No meu sonho... António Zumaia
São sonhos... que impedido de sonhar, trazem-me maresias... marés bravas; Não queiras... porque assim vou acabar, nesse sonho... sem saber onde estavas.
Sei bem que era comigo que falavas; A ternura sempre foi alimento, desta vida doida, que tu me davas... Não posso perder-me, a teu contento.
O teu corpo é meu palácio encantado, teus seios o meu sonho e delírio; Teus meios... tudo que tenho sonhado.
Em devoção ergo-te o meu círio, dou-me para ti, completo e acabado; Sentindo-te em mim... ó meu doce lírio.
Estoril - Portugal
| April 23
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Esse tempo que me foi dado António Zumaia Malvado tempo que o cabelo embranquece; Passando ao ritmo do bater do coração... Só o bom vinho desta minha região, me faz pensar que a idade enobrece.
Mas nunca nesta vida precisei correr, Sim! Este coração já viveu por amor. Foi feliz, teve desgraça e muita dor, nesta estrada percorrida a viver... Este meu corpo já foi hino de prazer, espraia-se agora na recordação; No deleite deste vinho, que faz viver. Olho as minhas mãos, delas sai a ilusão, na poesia que ainda posso escrever. Sou feliz! Porque bate o meu coração. Sines – Portugal

| April 20
Eu… António Zumaia
Amplexo de ternura e muito amor, matizando a vida que me foi dura; Vivi os meus poemas de ternura. Existiram momentos, que houve dor.
Sibilantes ventos por mim passaram, Houve luta e sangue derramados; Houve sonhos, que não foram sonhados. Mas outros houve, que em mim ficaram.
A feiticeira rezou-me um dia e no seu olhar eu podia ler… A poesia será meu viver, amar de verdade… não poderia!
Faço o amor nessa rima que dou. Negra e branca pele, a deusa divina; Na minha vida a mulher determina, o homem… ou o poeta que sou.
Sines - Portugal

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Não podes esquecer…
António Zumaia
Coração de homem, estrela cadente; Que morre a cada hora a cada instante, só o seu amor vive eternamente, na poesia… da que foi sua amante.
Nela edificaste esse teu mundo, em centelhas de carinho e amor. Porque não a esqueces, nem um segundo, vives a vida de pranto e de dor.
Foi a tua mulher e sacrilégio… Olha bem homem… Que tu já pecaste. Ela não foi mulher de sortilégio e sem querer, esse amor tu mataste.
Em ruínas, castelos destruidos; Pranteia agora nas ervas daninhas… Dilui-te nesses teus passos perdidos, porque as tuas trovas, estão sozinhas.
Essa mulher que era os teus versos; Palavras que eram pétalas de amor. Jazem agora pelo mundo dispersos, plantando a vida e esquecendo a flor.
Fez o sonho em divinos poemas, ensaiando a vida num belo acto; Se arrancou da vida belos temas, foi com eles que fez… o teu retrato.
Sines - Portugal

| April 19
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Senda da Vida António Zumaia Já tive um amor na vida; Dos meus olhos foi a luz. Essa mulher tão querida, foi meu calvário... e cruz. Iluminou meu caminho, torneado de ventura. Foi encanto e carinho, ao dar-me a sua ternura. Até que um dia partiu, sem eu saber a razão; Foi um terrivel vazio, que ficou no coração. Sines - Portugal 17/04/2008

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Sonho do teu beijo...
António Zumaia
Minha Saga é cantada num beijo, que tristemente... perdi no vento; Voa triste esse meu desejo, na nuvem negra... o meu lamento.
Esse beijo cantou-me o destino, quando ela veio... para mo dar; Com minha dor agora termino, pois dela tenho... o paladar.
Desses lábios o mel eu suguei, foi com eles... que senti a vida e a essa vida, me entreguei...
Mulher, que nunca será esquecida; Sonho lindo que eu tanto amei, a tenho comigo... e é querida.
Sines - Portugal
| April 12

Neva no amor António Zumaia
Sinto que minha alma arrefeceu; Neva na soleira da minha porta… Alva e branca e nela se escreveu, o muito frio, que minha alma suporta.
A brancura dilúvio de pureza, faz-me acabar num deserto bem triste. Há frio em mim como na natureza; Beijo molhado e frio, que em mim persiste.
Foi nesse beijo que tudo me deu, como levou tudo que era meu… O poema escrito quando nevou,
perdeu-se nas águas ao derreter, eu e ela iremos esquecer; Porque ao calor do sol… tudo acabou.
Sines - Portugal 09/04/2008
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April 08

Fala comigo… António Zumaia
Amor não vem… nem uma palavra tua. Grito como louco… no meio da estrada. Sei, o coração tem… a imagem nua; Mas é pouco… sem a palavra esperada.
Sinto das tuas palavras a ausência. Criando em mim demónios que dão a dor. Te rogo… fala comigo, tem clemência… Porque me queima a chama do amor.
Não fustigues, por favor, fala comigo… Preciso da graça, da tua palavra. Sei… que o hediondo crime tem castigo. Silêncio… é cruel punhal que se crava.
Mas não me faças assim enlouquecer, porque a raiva, já se misturou na dor. Este homem já sem culpa vai perder; Imolando no silêncio o seu amor…
Sines - Portugal 28/03/2008
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April 04

Tela de Malhoa
Fado Português António Zumaia
Na alma do Lusitano, brilha um estranho lirismo Foi para o mar um profano, mas impôs Portuguesismo.
Habituado à partida, ele inventou a Saudade; Nesse mar que é sua vida, de sofrimento e maldade.
No xaile negro sonhou, seu amor no alto mar… Foi quando o fado cantou, com o seu peito a sangrar.
O fado nossa canção, semeado de tristeza; São ecos do coração, onde habita a incerteza.
Por isso o nosso fado, é canção de sentimento; Que numa voz é chorado, expressando um lamento.
De um amor que partiu, no vento enfunando as velas e na saudade sentiu… Esse mar e as caravelas.
Sines - Portugal
28/03/2008

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