António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    June 27

    Cantada da loucura <::: António Zumaia :::>

     
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     Cantada da Loucura
    António Zumaia
     
    Porque juntos vamos desdenhar,
    O brilho do sol, a sombra da lua...
    Vogando nos céus vamos amar,
    Juntando nossos corpos na lua...
    Mostrar aos deuses desdenhosos
    Quando amamos, somos formosos...
     
    Vamos no monte Olimpo  amar,
    Compor com... Ulisses a força,
    A Baco a razão de se embriagar...
    A Diana perder na caça a corça...
    Mostrar ao mundo esta Odisséia,
    Desta guerra criada por Atenéia...
     
    Do nosso amor, compor linda melodia,
    Do mais belo som, que quero celestial,
    Nele, as cores que o arco-íris irradia.
    Que para nós será um mundo sem final.
    Seremos um só... gritando o amor.
    Neste mundo triste... a alegria compor...
     
    Vamos mostrar a razão desta Cantada,
    Que tu e eu somos melodia e beleza
    Tu por mim, imensamente amada.
    E do teu amor, já tenho a certeza...
     
    Sines - Portugal

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    June 24

    As vinhas... António Zumaia

     
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    As vinhas…
    António Zumaia
     
    Sofro calado nas vinhas de raiva,
    Calcando aos pés o meu sonho de amor.
    O sumo embriagante, que eu saiba;
    Nunca me poderá causar a dor.
     
    De raízes mergulhadas na terra,
    ergue-se orgulhosa a videira.
    Douram-se as bagas, que o sumo encerra;
    Numa sagaz mostra e verdadeira…
     
    Porque a vida deu… a vida tirou.
    O homem bebeu… mas não acabou;
    Sente no vinho a raiva da vida.
     
    Sei que sou… um homem que já sofreu.
    Vinho que sobrou… mas não se rendeu;
    Porque tu mulher, és minha querida.
     

    Monte Estoril - Portugal

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    June 13

    Fica... António Zumaia

     
     
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    Fica...
    António Zumaia
     
    Quando a semente do nada,
    em ti germinar...
    Quero estar de mão dada;
    Também quero acabar...
    És mulher carinho,
    que é meu sonho... e vida.
    Vislumbro que sozinho,
    sou andorinha perdida,
    sem poiso... ou ninho.
     
    Fica ...
    Ó flor do meu jardim,
    enfeita meu ser e alma...
    Lança teu perfume em mim,
    o sentir-te... me acalma.
    Este deslizar do pranto,
    na beleza que me dás,
    minha vida e acalanto...
    São momentos tão felizes,
    sem os quais... fica o pranto.
     
    Fica ...
    Dar-te-ei meus poemas,
    a tarde ensolarada,
    as noites amenas...
    Serás amada
    acarinhada
    mimada...
    Cobrir-te-ei de beleza,
    o sonho... será grandeza.
    Roubar-te-ei aos espaços,
    porque eu quero-te,
    nos meus braços...
    Para sempre,
    Eternamente.
    Seremos a sombra do poente,
    projectando a vida e o sonho,
    na mente...
    De quem o consente,
    porque sabe viver e amar
    e porque não... sonhar.
     
    Sines - Portugal

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    June 10

    Dia de Portugal


     
     
     

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    Dia de Portugal
    10 de Junho
    António Zumaia
     
     É dia de PORTUGAL.
    Recordemos o passado,
    foi um povo sem igual;
    Cujo destino é o fado.
     
    Criou para si a saudade,
    sua vida foi o mar…
    Nobre na ingenuidade,
    sempre pelo bem a lutar.
     
    Seus feitos Camões cantou;
    Deu ao mundo a Lusa gesta,
    que a todo o mundo encantou
    e homenagem, lhe presta.
     
    Foi esse o meu PORTUGAL.
    O que hoje quero lembrar,
    a nobreza foi sinal,
    dos poetas… o cantar.
     
    Canta o fado Português;
    Povo que sofreu… e sofre.
    Humilde na pequenez,
    já condenado e pobre.
     
    Só tua alma é grandeza.
    Grita a tua liberdade…
    És nobre nessa pobreza,
    é essa a tua verdade.
     
    Viva PORTUGAL.

    Lisboa, 10 de Junho de 2007 
     

     
     
     
    June 06

    Verde meu... António Zumaia

     
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    Verde meu…
    António Zumaia
     
     
    Verde esperança… Olhos teus,
    na elegância do meu penar.
    São os versos do meu naufragar
    e a cegueira dos olhos meus…
     
    Nesse meu lento passar das horas,
    pergunto aos deuses porque pequei?
    Deu-me o verde… e essa cor troquei;
    Perguntei… Coração porque choras?
     
    Deslumbre de outro verde-mar;
    No esteio desse sonho perdi,
    o pobre coração dividi
    e sofri… Porque não soube amar.
     
    Foi numa plangente melodia;
    Que soa nessa harpa de loucos
    e vou assim perdendo aos poucos…
    Bela mulher que eu tanto queria.
     
    Serei chão ou uva que embriaga;
    Quedarei inerte… A vida passa.
    Essa mulher pomba que esvoaça,
    foi o meu fado… e ruim saga.
     

    Sines - Portugal
    31/05/2008
     
     
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    Tu... António Zumaia

     
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    Tu…
    António Zumaia
     
    Tu… Que arrasaste a tranquilidade.
    Tu… Que te instalaste no meu peito.
    Tu… Que me conquistaste no teu leito.
    Tu… Que me abandonaste, na verdade…
     
    Tu… Que arrasaste a tranquilidade.
    Por mim passaste como estrela errante,
    dando o teu amor com perversidade.
    Não foste minha… nem eu teu amante.
     
    Tu… Que te instalaste no meu peito.
    Com esse beijo de tensa loucura…
    Teu corpo no meu… Sem amor ou jeito;
    Foi sol do reino, a tua ternura.
     
    Tu… Que me conquistaste no teu leito.
    Queimando a eito minhas ilusões;
    Gemidos loucos que foram preceito,
    que eu pensei… Serem de dois corações.
     
    Tu… Que me abandonaste, na verdade…
    Voaste ligeira e assim perdida;
    Esse peito não sentiu a saudade.
    Esse corpo não sentiu a ferida.
     
    Quedei eu… poeta sem coração.
    Sem saber o que fazer… do amor.
    De homem sou apenas ilusão.
    Do poeta apenas, um trovador.
     
    Sines - Portugal
    03 de Junho de 2008
     
     
     
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    June 01

    A última missão! António Zumaia

     
     
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    A Última missão!
    Consegui...
    António Zumaia
     
    Escreveste a negro no papel,
    as dolorosas marcas do destino.
    Epopéia gravada a cinzel,
    no peito que é grande e peregrino.
     
    Vagueio no etéreo onde subi,
    ficou-te o espírito da poesia…
    Nessa Angola amada onde vivi,
    desfrutei o amor que eu queria.
     
    Serei tua Dama a vida inteira,
    porque a minha vida imprimiste.
    Serei desse escrito a prisioneira,
    porque o nosso fado… já cumpriste.
     
    Colocaste no livro a magia,
    da água do Catumbela a bebeste.
    No Zaire afinal é que seria,
    a quebra do feitiço… e escreveste.
     
    Esse rio do demónio é reinado,
    foi berço de amor onde nasceste.
    Magia de Angola é nosso fado,
    nesse livro nosso… que concebeste.
     
    O fizeste imbuído de magia,
    em doce leitura do coração…
    Eu sou a Dama que te ama e guia,
    assim cumpri… A última missão.
     

    (Mensagem…)
     
    Sines - Portugal
    29/05/2008
     
     

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