António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    July 25

    Ária final. António Zumaia

     
     

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     António Zumaia

     
    Dispara no sonho que acabou;
    É um pássaro caído na lama…
    Que ferido de morte ele tombou,
    perdido e achado, naquela cama.
     
    Não canta alvorada, nunca mais…
    O pobre coração, que já não sonha;
    Mas o amor… esse é que jamais,
    perdeu-se… lentamente na vergonha.
     
    Triste e lúdico foi o seu cantar,
    já se perdeu na rua a viver…
    Seu coração não tarda, vai parar.
     
    É a hora de tudo se esquecer;
    Na orla da estrada repousar…
    Pobre pássaro… está a morrer.
     
    Sines - Portugal
    21/05/2007

     
     
    July 22

    Como a vida dói... António Zumaia

     

     

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     Como a vida dói...
    António Zumaia
     
    Que soprem os cruéis ventos do nada...
    Que sangre o coração... tem de sangrar
    A mulher que pensei ser a minha fada,
    Como água entre os dedos... a vi escapar.
    Não me cantem, as valquírias da vida,
    Flor que o vento levou está perdida.
     

    Folha já solta, nas águas do rio
    Estranha dor, que devora o meu ser
    Tufão que por mim passa sombrio,
    Que embala este meu bem triste viver...
    Será que um dia eu poderei sonhar?
    Meu castigo é querer... não amar.
     

    Meu louco coração, que já morreu
    Criou a vida na mais doce loucura,
    Foi onda de ternura, que esqueceu
    Ela era a mulher mais linda e pura.
    Este pobre coração já secou...
    Está perdida... e duvido se amou.
     

    Mas, que soem as trombetas do mal,
    Que o sol não possa mais beijar a lua,
    Que á mesa nosso pão, não tenha sal
    Eu sei que vou perder-me nesta rua...
    Tive-te nos meus braços nua e bela,
    Senti o teu perfume, flor singela.
     

    Esse foi apenas, o belo sonho
    E nele sinto a minha salvação,
    Só assim o destino será risonho.
    Para dar vida ao meu pobre coração,
    Que soprem os cruéis ventos do nada,
    Minha alma sabe para o que está fadada...
     

    Vejo ao longe o que a vida me tirou,
    Sonho ainda com seu corpo desnudo...
    Aqueles seios que a vida me ofertou,
    Era hino... agora quedo mudo ,
    Vida foi besta e arrebatou,
    A mulher mais linda que o ser sonhou.
     

    Que arda no fogo lento o coração,
    Que viva na dor e no desespero,
    Que se recolha numa oração;
    Viva a vida sensato e com esmero...
     
    Estoril – Portugal
     07.10.03

     

     

    July 18

    DIA DO TROVADOR Homenagem da Fábrica de Sonhos

     
     
     

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    É dia do trovador,
    sonhando a sua dama.
    Faz poesia e amor,
    rosa vermelha lhe chama…

    António Zumaia

    18 de Julho de 2007

    Homenagem da
    Fábrica de Sonhos a todos os
    Trovadores 

     
     
     
     
    July 14

    Morreram as vozes de Abril? António Zumaia

     

     

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    Morreram as vozes de Abril?
    António Zumaia

      Mas os vampiros aí estão,
    sugando o sangue à manada;
    Roubam sem ter coração,
    porque nos deixam sem nada.

      Cantores de Abril já morreram?
    Já não protestam agora?
    Parece que já esqueceram,
    que para lutar é a hora.

      A canção do soldadinho
    a morrer no Ultramar:
    Foi gota de um pobre vinho,
    que nos fez embriagar.

      Saem para essa Europa;
    Países desconhecidos…
    São eles a nossa tropa,
    parece que estão esquecidos.

      Cantores de Abril onde estão?
    Socialismo foi ás ortigas,
    morreu-vos o coração,
    acabaram-se as cantigas?

      Pobre país tão pequeno,
    eles servem-se de ti…
    O Português é sereno,
    mas olha para quem se ri.

      A ambição grasna a toa,
    não respeitam quem trabalha;
    É ver a pobre Lisboa,
    é um campo de batalha.

      A fome a quem trabalha,
    a fartura é os tachos…
    Travem agora a batalha
    e digam quem são os fachos?

      O pobre trabalhador,
    deste país sem igual.
    Vive a miséria e amor,
    deste pobre Portugal.

      Mas a nova burguesia,
    enriquece na política;
    Dos vampiros que temia,
    já a situação é critica.

      Servir já não é o lema,
    prolifera a corrupção…
    Servir-se é agora o tema,
    onde existe tanto ladrão.

      Interviremos cantando, 
    abrindo os olhos do povo.
    Esses ladrões saneando,
    teremos um homem novo.

      O Abril não acabou!
    Revolta vamos cantar,
    o homem novo sonhou,
    com os ladrões acabar.

      Minha voz é liberdade;
    Que ela seja o sinal…
    Que entre nós haja a verdade,
    no amor a PORTUGAL.

      Eles comem tudo… eles comem tudo…
    eles comem tudo… e não deixam nada.

      Zeca Afonso

    Estes ou os outros?

    VIVA PORTUGAL!
    Que se lixem os Vampiros, porque eles morrem e a Pátria é Eterna.

       11 de Julho de 2007
    Sines - Portugal

     

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    July 11

    Amor II - António Zumaia


     
     

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    Amor II
    António Zumaia
     
    Solta esse gemido o som do amor
    Embriaga em mim este coração que ama
    Grita meu nome… dá o teu calor
    No doce perfume da tua cama
     
    Sou-me no som das rosas já caindo
    Perfumando o amor que por ti sinto
    Todo o meu prazer do amor saindo
    Como os deuses delirando no Olimpo.
     
    Grita o meu nome… ao mundo calado
    Que vá pensando, é mero prazer
    Mas o hino é nosso e não sonhado
    Um grande amor… estamos a viver.
     
    Luxúria do amor é para quem grita
    Extraindo do seu amor a vida
    Exaltando em gemidos e se agita
    Numa luta a dois que é sempre perdida
     
    Dois guerreiros aquietados da luta
    Doce romance de belas carícias
    Será o hino leve que se escuta
    Nas breves palavras, que são delícias.
     
    22 de maio 2007
    Sines - Portugal
     

     

     
     
    July 08

    As Sete Maravilhas do Mundo


     
     
     
     
     
    New 7 Wonders

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    As sete maravilhas do mundo.
     
    Mais uma vez Lisboa engalanou-se para um evento de cariz cultural, com mostra para todo o mundo da nossa identidade e criatividade.
     
    Num belíssimo espectáculo de encenação primorosa e condizente, foram escolhidas as sete maravilhas de Portugal:
     
    Torre de Belém - Lisboa, Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa, Mosteiro da Batalha – Batalha, Mosteiro de Alcobaça - Alcobaça, Palácio da Pena – Sintra, Castelo de Guimarães – Guimarães, Castelo de Óbidos – Óbidos.
     
    Não me compete fazer qualquer crítica ao critério de escolha e sua qualidade, mas tenho a certeza que existem maravilhas de grande nível em Portugal, com muito mais história e beleza.
     
     Ouviram-se vozes inolvidáveis, que emprestaram ao espectáculo momentos lúdicos de sucesso a nível Nacional e Internacional. 
     
    Depois de um feérico espectáculo de luz e cor, com os figurantes em movimentos poéticos e muito bem conseguidos:
     
     Finalmente foram escolhidas as Sete Maravilhas a nível Mundial:
     
     1 - Muralha da China – China 
     
    Com início de construção no ano 200 a. C. pelo Imperador Qin Shihuang foi sendo continuada a sua construção até ao limite de cerca de 3000 Quilómetros actuais.
     
    2- Monumento de Petra – Jordânia 

    A Cidade Levant-Vermelha que seguiu a traça dos antigos habitantes desta região, na civilização antiga de Nabatacaen, nasceu assim da arte deste povo a magnifica escultura na rocha que foi eleita uma das sete maravilhas do mundo e que hoje podemos apreciar em todo o seu esplendor.
     
    3 - Cristo Redentor – Rio de Janeiro - Brasil
     
     Em 1931 o arquitecto Heitor da Silva Costa deu à traça uma das ambições do povo Brasileiro, ter Deus bem visível perto de si. Assim no morro do Corcovado elevou-se aos olhos maravilhados de todo o mundo, que visita o Rio de Janeiro, a estátua de 38 metros de altura de Cristo abraçando o seu povo dilecto. O mundo O reconheceu como uma das suas maravilhas.
     
     4 - Machu Picchu - Peru
     
    Conhecida como a Cidade perdida dos Incas, construída no Século XV por ordem de Pachacuti fazendo-a um dos símbolos do Império Inca. Situa-se a 2400 metros de altura no topo de uma montanha. É uma das maravilhas do mundo
     
    5 - Pirâmide  de Chichen Itzá – México
     
    A pirâmide (anterior a 800 d.c.), funcionou como centro político e económico da civilização Maia situa-se na península Yucatan – México.  Este templo Maia é ponto de partida para estudos desta civilização e um dos seus belos legados.
     
    6 - Coliseu de Roma – Itália
     
    Construído no ano 70 da nossa Era por Vespasiano, para ser um exemplo da glória de Roma e diversão da corte Romana; Foi, sem sombra de dúvida, um dos mais belos legados dessa época embora os arquitectos Romanos, um pouco por toda a Europa, tenham espalhado a sua arte.
     
     7 - The Taj Mahal – Índia
     
     É na verdade um mausoléu erigido como tributo ao amor, o que faz desta belíssima construção um verdadeiro símbolo mundial ao mais belo sentimento.
     
    Mandado erigir pelo Imperador Shah Jahan, servindo-se da força de 21.000 homens, entre 1630 a 1652.
     
     Sinto orgulho de ter assistido, embora pela transmissão da TVI, a um espectáculo de craveira muito elevada, prestando a minha homenagem a todos que se empenharam nesta acção de dar ao mundo as New 7 Wonders.
     
                                                                      António Zumaia
     
                                                                          08 de Julho de 2007
                                                                                            Sines - Portugal
     
        

     
     
    July 07

    Ausência. António Zumaia


     
     
     
     

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    Ausência
    António  Zumaia
     
    Arranca esse teu véu de loucura,
    cobrindo a nudez tão desejada.
    És mulher, querida e muito amada
    e farei para ti hino de ternura…
     
    Escondes-te entre rimas e poemas;
    Que decifrar eu perco a minha vida.
    Escoando pelas mãos é a ferida,
    a razão da minha dor… Meus dilemas.
     
    És esfinge louca dum pobre ser;
    Que nada sabe… Apenas quis viver
    e tu lhe deste a dor da incerteza.
     
    Queda mudo e quedo sem horizontes,
    bebendo qualquer água dessas fontes;
    Sem interessar a sua pureza.
     
    06 de Julho de 2007
    Sines - Portugal