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17 July Á poetisa Elena Barbosa (Lenya Terra - Brasil)
«««««« Silêncio… morreu um poeta »»»»»»
Minha sentida homenagem aquela que nos legou belíssimos poemas e os dizia com tanto sentimento.
A minha saudade Helena Barbosa
Sobe o anjo Ás mãos do Senhor. O Céu fica mais rico, a terra bem mais pobre, bem triste e pequena. Porque nos deixaste… Helena?
Porque te choro querida? Ao etéreo onde subiste; Lembra… O que em meus olhos viste; Nossos poemas foram vida, de uma beleza serena. Porque nos deixaste… Helena?
Choro o teu cantar. Teus poemas ao amor; Esse azul de encantar. Esse perfume de flor; A beleza de um poema. Porque nos deixaste… Helena?
Moravas em meu coração, recanto pleno de beleza; Tua luz doce clarão, de amizade e nobreza. Nossas lágrimas, dilema; Porque te perdemos… Helena?
O teu e nosso SENHOR, na SUA sabedoria, viu teus cânticos de amor; Esse amor que ELE queria. Amor… verdade suprema e nós te perdemos… Helena!
As lágrimas são caminho e a nossa oração… Fizeste em nós o carinho; És a nossa devoção. Helena tão pura e sã; Te perdemos… doce irmã!
A minha singela homenagem à já saudosa poetisa do nosso querido Brasil, que na língua de Camões escreveu páginas de pura beleza poética; Deu-nos uma lição de vida pautada pelo amor, todos que tiveram a dita de a ler e privar com ela, foi-lhes dada a felicidade de ser o alvo dos seus belíssimos poemas. Helena Barbosa, mulher, mãe e poetisa de palavras por vezes violentas, por vezes suaves, mas sempre expressando ensinamentos que nos faziam ver na vida uma réstia de esperança em todos os seus desacatos. Tive a dita de um dia a poder abraçar e entender as suas palavras de esperança; A partir desse dia voltei a sorrir, só por isso te considero minha irmã, a que nunca tive infelizmente, para me ajudar na minha pretensa desdita. Seus poemas e voz serão para nós um lenitivo da saudade, que indubitavelmente nos vai atingir pela ausência, que Deus nos forçou a aceitar, embora saiba que a nossa dor é fruto do muito amor que ela nos legou. Ajuda-a e ajuda-nos, meu DEUS.
António Zumaia
Lisboa, 16 de Julho de 2009
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