António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    17 July

    Á poetisa Elena Barbosa (Lenya Terra - Brasil)

     
     

     

    «««««« Silêncio… morreu um poeta »»»»»»

     

    Minha sentida homenagem aquela que nos legou belíssimos poemas e os dizia com tanto sentimento.

     

    A minha saudade Helena Barbosa

     

    Sobe o anjo

    Ás mãos do Senhor.

    O Céu fica mais rico,

    a terra bem mais pobre,

    bem triste e pequena.

    Porque nos deixaste… Helena?

     

    Porque te choro querida?

    Ao etéreo onde subiste;

    Lembra…

    O que em meus olhos viste;

    Nossos poemas foram vida,

    de uma beleza serena.

    Porque nos deixaste… Helena?

     

    Choro o teu cantar.

    Teus poemas ao amor;

    Esse azul de encantar.

    Esse perfume de flor;

    A beleza de um poema.

    Porque nos deixaste… Helena?

     

    Moravas em meu coração,

    recanto pleno de beleza;

    Tua luz doce clarão,

    de amizade e nobreza.

    Nossas lágrimas, dilema;

    Porque te perdemos… Helena?

     

    O teu e nosso SENHOR,

    na SUA sabedoria,

    viu teus cânticos de amor;

    Esse amor que ELE queria.

    Amor… verdade suprema

    e nós te perdemos… Helena!

     

    As lágrimas são caminho

    e a nossa oração…

    Fizeste em nós o carinho;

    És a nossa devoção.

    Helena tão pura e sã;

    Te perdemos… doce irmã!

     

     

     

     

    A minha singela homenagem à já saudosa poetisa do nosso querido Brasil, que na língua de Camões escreveu páginas de pura beleza poética; Deu-nos uma lição de vida pautada pelo amor, todos que tiveram a dita de a ler e privar com ela, foi-lhes dada a felicidade de ser o alvo dos seus belíssimos poemas.

    Helena Barbosa, mulher, mãe e poetisa de palavras por vezes violentas, por vezes suaves, mas sempre expressando ensinamentos que nos faziam ver na vida uma réstia de esperança em todos os seus desacatos.

    Tive a dita de um dia a poder abraçar e entender as suas palavras de esperança; A partir desse dia voltei a sorrir, só por isso te considero minha irmã, a que nunca tive infelizmente, para me ajudar na minha pretensa desdita.

    Seus poemas e voz serão para nós um lenitivo da saudade, que indubitavelmente nos vai atingir pela ausência, que Deus nos forçou a aceitar, embora saiba que a nossa dor é fruto do muito amor que ela nos legou. Ajuda-a e ajuda-nos, meu DEUS.

     

    António Zumaia

     

    Lisboa, 16 de Julho de 2009