António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    August 28

    Por Amor... António Zumaia


     
     

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    Por amor
    António Zumaia
     
    Por amor…
    Eu já desci aos infernos,
    diabos eu enfrentei;
    Tive castigos eternos,
    mas na verdade, eu amei.
     
    Por amor…
    Fiz poemas de loucura;
    Aos céus eu me elevei,
    em sentimento e ternura.
    Pois na verdade, eu amei.
     
    Por amor…
    Fui poeta e lutador,
    terras e mares eu cruzei,
    sem conhecer qualquer dor.
    Mas na verdade, eu amei.
     
    Por amor…
    Num fado que era só meu,
    o destino construirei;
    O poema se viveu…
    Pois na verdade, eu amei.
     
    Por amor…
    Perdi o tino a razão,
    nessa mulher eu sonhei,
    a mais bela ilusão.
    Mas na verdade, eu amei.
     
    Por amor…
    Quis recompor o destino,
    dessa vida que levei.
    Quero agora e determino;
    Pois na verdade, eu amei.
     
    Por amor tudo se faz,
    se na verdade se ama;
    Somos harmonia e paz,
    dormimos na mesma cama.
     
    Sines - Portugal
    26 de agosto 2007
     
     
     

     
     
    August 24

    Amei… Amei… Amei António Zumaia


     
     

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    Amei… Amei… Amei
    António Zumaia
     
    Amei… teus lábios morenos,
    eram Carmim e desejos.
    Bem desenhados… pequenos;
    Complacentes nos meus beijos.
     
    Amei… os teus róseos seios,
    a loucura no meu peito.
    Senti amor nos seus meios,
    ao beijar-te no meu leito.
     
    Amei… teu corpo de diva,
    porque ela em mim se aninhou;
    Deu amor… e não foi esquiva,
    quando em meus braços ficou.
     
    Amei… teu meio final,
    porque fui teu e tu minha;
    Foi amor, sem outro igual
    e te fiz… minha rainha.
     
    Amei… e irei cantar,
    que foste deusa e mulher.
    Os deuses vão-se calar,
    no poema que eu fizer…
     
    Sines - Portugal
    31/07/2007
     

     
     

     
     
    August 23

    Vertigem António Zumaia


     
     

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     Vertigem
    António Zumaia

     

    Amor… vertigem de dor e saudade.
    Sentimento plantado num canteiro;
    Quando cuidado dá flores de verdade,
    descuidado diz mal do jardineiro.

     

    Foi no amor que o poeta se perdeu,
    divinizou uma simples mulher…
    Deu vida nos poemas que escreveu,
    sem olhar… destino que se fizer.

     

    Não és deus… poeta olha a traição.
    Escorre nos teus dedos o amor;
    Mas destino, não está na tua mão.

     

    És apenas da vida o cantor…
    Porque pecaste ao criar a ilusão,
    só ficaram poemas… e a dor!

     

    Sines – Portugal
    29 de Julho de 2007

     

     

     
     
     

     
     
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    August 18

    O tempo do poeta. António Zumaia

     
     

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    Ninguém vence o invencível... O LOUCO.
     
    O tempo do poeta
    António Zumaia
     
    Não tenho tempo de sobra,
    a toda  hora ele passa;
    É a vida que o cobra,
    como pomba que esvoaça.
     
    Quando o meu tempo findar,
    deixo o beijo de ternura;
    Poemas para cantar,
    das rosas a formosura.
     
    Não viverei na saudade,
    porque o meu tempo parou.
    Enfrentarei a verdade,
    da vida que em mim passou.
     
    Não fui grande nem pequeno,
    não passei despercebido…
    Como homem, fui sereno;
    Simples poeta esquecido.
     
    O meu tempo já vivi,
    nem sempre o aproveitei;
    Nos poemas que escrevi,
    um grande amor desenhei.
     
    Morre o homem… O poeta,
    esse tudo de si deu…
    Mulher a musa dilecta,
    dos poemas que escreveu;
     
    Poeta… simples profeta,
    o homem nele morreu.
     
    Sines – Portugal
    09 de Agosto de 2007

     
     
     
    August 14

    Indecisão - António Zumaia

     
     

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    INDECISÃO
    António Zumaia

     

    voam pela rima os meus desejos;

    No vento que varreu o meu destino.

    Não cabe em mim a doçura dos beijos,

    porque começo… e nunca termino.

     

    E assim… viaja louco no vento,

    destino que na loucura perdeu;

    Não tem vida, nem sequer pensamento,

    porque afinalEla tudo me deu.

     

    um louco perde assim o amor;

    um louco pode assim sofrer;

    um louco pode amarsua dor.

     

    Porque a vida pode não o querer;

    Porque a vida lhe ofertou uma flor

    e ele a esqueceu… mesmo sem saber.

     

     

     

      

    August 12

    Centenário de nascimento de Miguel Torga - Aos poetas

     

     

     

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    Aos Poetas

    Miguel Torga

     

    Poesia dita por  António Zumaia/Portugal

     

    Somos nós
    As humanas cigarras!
    Nós,
    Desde os tempos de Esopo conhecidos.
    Nós,
    Preguiçosos insectos perseguidos.
    Somos nós os ridículos comparsas
    Da fábula burguesa da formiga.
    Nós, a tribo faminta de ciganos
    Que se abriga
    Ao luar.
    Nós, que nunca passamos
    A passar!...

     

    Somos nós, e só nós podemos ter
    Asas sonoras,
    Asas que em certas horas
    Palpitam,
    Asas que morrem, mas que ressuscitam
    Da sepultura!
    E que da planura
    Da seara
    Erguem a um campo de maior altura
    A mão que só altura semeara.

     

    Por isso a vós, Poetas, eu levanto
    A taça fraternal deste meu canto,
    E bebo em vossa honra o doce vinho
    Da amizade e da paz!
    Vinho que não é meu,
    mas sim do mosto que a beleza traz!

     

    E vos digo e conjuro que canteis!
    Que sejais menestreis
    De uma gesta de amor universal!
    Duma epopeia que não tenha reis,
    Mas homens de tamanho natural!
    Homens de toda a terra sem fronteiras!
    De todos os feitios e maneiras,
    Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
    Crias de Adão e Eva verdadeiras!
    Homens da torre de Babel!

     

    Homens do dia a dia
    Que levantem paredes de ilusão!
    Homens de pés no chão,
    Que se calcem de sonho e de poesia
    Pela graça infantil da vossa mão!


     

     
     

    Centenário do nascimento de Miguel Torga

     

     

     

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    A clarividência de Miguel Torga

    António Zumaia

     

     

    Com as palavras impressas deste homem, direccionei a minha juventude e muito da minha maneira de ser e de escrever, a sua rebeldia perante as leis dos homens, a sua bondade como profissional da saúde, que exercia em Coimbra; A denúncia dos crimes cometidos pelas tropas Espanholas e Portuguesas foi para toda a juventude do meu tempo, um exemplo de verticalidade e coragem ante um situacionismo intolerante, que reinava nesse tempo.

    Ler Miguel Torga era pois não mergulhar num Português maravilhosamente escrito, impregnado do sentir bucólico e de ensinamentos de vida, mas também sentir a voz rude do Serrano a dizer grandes verdades de tal forma, que sentiu o ferrete da prisão da Polícia Política do nosso País.  

     

    Um dia pelos meus 17 anos de vida perguntei a meu padrinho, senhor de uma Biblioteca bem recheada de Autores Portugueses e Estrangeiros, porque não tinha livros de Miguel Torga? Resposta enfatuada e cuidadosa: - Esse autor é um revolucionário e escreve muito simples.

     

    Enquanto estive em África nunca deixei de o ler e estudar, rendi-me de certo modo à opinião do meu Padrinho.

     

    Na verdade era este homem vertical e honesto um exemplo a seguir, não por ser revolucionário, mas por lutar pela verdade, por tentar repor a dignidade do ser humano, chegando a divinizar o homem como o maior criador sobre a terra. Era pois um humanista acérrimo e defensor sobre tudo dos Direitos do Homem, a sua escrita sempre foi rica em exemplos e directrizes a seguir.

     

    Escreve muito simples… Sempre se afastou dos Autores consagrados e que faziam parte das tertúlias desse tempo, como que com medo de se contaminar, com a forma enfatuada de escrita considerada erudita e de bom-tom.

    A sua juventude passada no Alto Douro nas duras Serranias, depois a sua ida para o Brasil, onde foi apanhador de café na fazenda do tio, enriqueceu este homem na simplicidade e deu à sua escrita um cunho popular invejável, que cedo lhe granjeou a admiração de quem teve a dita de ler um dos seus livros.

    Ler Miguel Torga era pois saber como agia o povo nas mais díspares situações, com histórias cujo enredo prendia o leitor até ao fim do livro, num doce amplexo de cumplicidade entre o autor e o leitor.

     

    A sua obra foi eclética e vasta, desde a poesia vigorosa e de uma filosofia criativa que nos faz pensar, à ficção plena de ensinamentos em que exemplifica a cultura do simples, ao teatro onde revive a vida difícil de um povo.

     

    É Miguel Torga para mim o filósofo do simples, o poeta da verdade e um grande Português, que paladino dos pobres, porque ele foi pobre, guindou-se bem acima dos escritores da sua época.

     

    Ele disse:

    “ Todo o semeador semeia contra o presente.”

    “ A velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez.”

    “ Mais um ano, mais um palmo a separar-me dos outros, já que a vida não passa de um progressivo distanciamento de tudo e de todos, que a morte remata.”

     

    Palavras simples, mas que reflectem o poderoso conhecimento da vida. É este o nosso Escritor Miguel Torga que perfaz cem anos que nasceu em São Martinho da Anta, no dia 12 de Agosto de 1907, com o nome de Adolfo Correia Rocha.

     

    Com uma vasta e valiosa obra literária. Premiado e reconhecido em Portugal e Estrangeiro e do qual mostramos o nosso Orgulho.  

     

     

    Miguel Torga

     

    És filho dilecto de Portugal,

    és saudade na tua poesia.

    Foste da verdade breve sinal,

    desta gente que tanto te queria.

    Levaste em ti a alma deste povo,

    do Brasil regressou, um homem novo.

     

    Curaste o corpo e também a alma,

    deste povo que em ti acreditou.

    Sofreste na lira, ganhaste a palma;

    O Grande, da verdade não gostou,

    forte e duro o pobre ditador,

    nunca pensou, que tu eras amor.

     

    Amor ao povo e a Portugal,

    impresso nas palavras que escreveu,

    mostrou-nos que o homem é igual.

    Foi reconhecido e o mereceu…

    Foste grande entre os grandes, a escrever;

    Sobre o povo… de tão simples viver.

     

    A minha sentida homenagem a este grande Português, que tive a honra de ser contemporâneo e que tanto me deu com seus escritos sobre a vida e a verdade.

    Poeta de fina estirpe e verso fácil a descrever a vida na sua mais bela vertente.

     

    António Zumaia

    Sines – Portugal

    23 de julho 2007

     

     

     
     
     
    August 10

    Sem Nada. António Zumaia

     
     
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    Sem nada
    António Zumaia
     

     Chovam estrelas e desdita;
    Cada uma… sua cor…
    É no mar onde se grita,
    o sonho do nosso amor.
     
    Não lutem, porque não quero,
    fazer poemas à vida;
    Rasgando o que venero,
    abrindo mais a ferida…
     
    Só nos claustros cantarei,
    este sonho de acalanto.
    Cantem rosas que eu amei,
    mas vou perder o meu canto.
     
    Entender-me? Vou esquecer…
    Se a vida por mim passou;
    Nunca eu… irei dizer:
    Vem ó dor! Eu aqui estou.
     
    Não foi ela que me quis,
    fazer dourada gaiola;
    Sou poeta e sou feliz.
    Porque a vida… é esmola.
     
    Eu vivo somando os dias,
    de métrica sempre iguais;
    O poema que querias,
    não o farei… nunca mais.
     

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    Sines – Portugal
    08 de Agosto de 2007
     
     
     
    August 06

    Contos do Zumaia

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    Caros leitores e amigos

    Hoje postei mais um conto na minha página de CONTOS DO ZUMAIA, cujo título é

    Foi sim... O fim.

    Para o vosso deleite e apreciação, cliquem no link e seja bem vindo.

    Carinho do Zumaia

    http://zumaia5.spaces.live.com/



     

    August 04

    Depois do Nada


     
     

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    Shot at 2007-08-04

    Depois do Nada
    António Zumaia
     
    O meu tempo nesse vento,
    corre com ele depressa;
    Olho ao longe o pensamento
    e ela, não mais regressa.
     
    O tempo corre cruel,
    meu sonho é já farrapo;
    Foi esculpido a cinzel,
    mas ao tempo… não escapo.
     
    Olho a nuvem que passa,
    também ela já tem fim.
    Pobre pássaro que esvoaça,
    sem trazer nada para mim.
     
    São lágrimas sem destino,
    porque o tempo não perdoa;
    Este amor foi peregrino
    e pela vida… ele voa.
     
    O tempo que já passou;
    Sinto em mim estranho vazio.
    O tempo não perdoou
    e quedo inerte e frio…
     
     Sines – Portugal
    28 de julho 2007

     
     
    August 02

    Palavras de Amor

     
     

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    Palavras de Amor...
    António Zumaia

     
    Coração sangra palavras de amor...
    As mais lindas gotas de poesia;
    Vamos juntar-lhe a mais bela flor,
    o mais belo sorriso de alegria...
     
    Coração sangra palavras de amor...
    E transforma o teu corpo de diva,
    num céu de estrelas, belo  encantador,
    como a mais linda seara em espiga...
     
    Coração sangra palavras de amor...
    Como ele é belo no seu gotejar,
    cada gota se desflora, em esplendor.
    Cada gota escreve, a palavra Amar...
     
    Coração sangra palavras de amor...
    E nessa rosa de sangue vermelha,
    que nos dá prazer e nenhuma dor,
    dá luz e vida, ao sol se assemelha.
     
    Coração sangra palavras de amor...
    Dá-me um sonho onde não possa sofrer.
    Rosas da mais maravilhosa cor,
    que enfeitem a diva do meu viver...
     
    Sines – Portugal
    21.04.2004