António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    November 05

    Quero amor

    Quero amor

     

    Quero o teu amor ao nascer do dia.

    Quero esse teu corpo, flor perfumada.

    Quero tua boca por mim beijada.

    Quero dar-te o amor que me consumia.

     

    Quero amor

     

    Quero amor quando a noite se acalma.

    Quero teu corpo perfumando o meu.

    Quero-te mulher o amor nasceu.

    Quero-te mulher de corpo e alma.

     

    Quero amor

     

    Os nossos corpos em estranho bailado,

    nas carícias que o amor ditar;

    Que ao sermos um… ouvir-te gritar,

    o meu nome, como o ser teu amado.

     

    Quero amor

     

    Desliza sob mim no teu bailado,

    numa estranha dança de loucura.

    Doce gemido, ao me dares a ternura;

    No meu prazer quando te vai ser dado.

     

    Quero amor

     

    Quero amor… nos teus seios tentação.

    Quero amor… nos teus lábios doce vida.

    Quero o amor… do teu corpo querida.

    Quero o amor… que tens no coração.

     

    Quero amor

     

    Quero amor, minha querida mulher.

    Minhas mãos teu corpo percorrer,

    o mais belo poema escrever,

    todo esse amor, que de ti vier.

     

    António Zumaia

     

    Estoril – Portugal

     

     

    October 26

    Dama da noite

     

     

     

    Dama da noite

     

    Em mistério, estrela branca que desperta,

    quando o sol vai descansar e a lua aponta.

    Á luz do dia envergonhada e coberta,

    ela se esconde, como menina tonta.

     

    O branco da lua nas pétalas resplandece;

    Em seu centro há um verde de esperança.

    Espalha o seu perfume quando floresce,

    como um sonho belo, que ninguém alcança.

     

    A Dama da Noite senhora e rainha;

    É ela a flor… de mistério e de amor.

    Seu perfume inebria e a faz minha.

     

    Na cálida noite espalha o seu odor;

    Estrela cadente esta pobre florzinha,

    nos dá na vida… a beleza e a cor.

     

    António Zumaia

     

    Estoril – Portugal

     

    Nota: A Dama da Noite é uma flor que somente à noite abre suas pétalas e liberta um perfume inebriante. Por a achar um encanto da natureza lhe dedico este soneto alexandrino.   

    October 22

    Fado

     

    Grito meu fado

     

    Que grite agora quem pode gritar,

    porque o meu ficou preso na garganta;

    Esse sonho que teimo em sonhar,

    é a triste fadista que o canta.

     

    Quando ela se desgarra no meu grito,

    há amor que não posso alcançar.

    Neste poema posso não ter escrito,

    até a razão… deste meu gritar.

     

    Trina no meu peito a ilusão,

    mas uso o fado no meu cantar.

    Guitarra é assim meu coração,

    dedilhada no mais belo trinar.

     

    Pega na guitarra e vem comigo,

    canta para o mundo esse teu fado.

    O trinar da guitarra é castigo,

    que nos acompanha em todo o lado.

     

    Podes voar tal qual a andorinha,

    nesse voo triste e inquieta;

    Num cruzar de céus triste e sozinha,

    coração que nada o aquieta.

     

    O destino nos deu separação,

    paralelos são os nossos caminhos.

    Como a guitarra trina ilusão…

    É bem triste… Mas estamos sozinhos.

     

    António Zumaia

     

    Estoril – Portugal

     

     
    October 13

    Essa nau em bailado

     

     

    Essa nau em bailado

     

     Cruéis ventos que a nau afastam,

    numa borrasca de fúria e dor.

    Lábios almiscarados nos bastam,

    na dura luta pelo amor.

     

    A nau ao longe no horizonte,

    com esse mar em louco bailado.

    Não é destino que se apronte;

    O poeta chora deste lado…

     

    Esta nau tristemente levada;

    Embalada… em triste melodia,

    sabe deste lado ser amada;

    Nas tristes lágrimas que vertia.

     

    Dessas lágrimas se faz o mar,

    salgado numa triste saudade

    e a sereia no seu bailar,

    recria a dor e a verdade.

     

    Então o poeta enraivecido,

    faz poemas à mulher formosa;

    Vencerá o mar se for preciso,

    para colher a mais bela rosa.

     

    António Zumaia

     

    Lisboa – Portugal

    October 05

    Voa poeta II

     

     

    Voa poeta II

     

    Nesse voo rasante de alegria,

    canta o poeta uma trova qualquer;

    Nessas palavras ele exprimia,

    o seu grande amor… a uma mulher.

     

    As asas do poeta são poemas.

    O seu mundo louco a poesia;

    A musa enfeitada de açucenas,

    são a vida que ele tanto queria.

     

    Voa poeta… terás de voar.

    Mar imenso da imaginação,

    será nele… o teu doce cantar.

     

    Voa poeta na tua ilusão…

    Os teus poemas fazem-te sonhar;

    Tu és apenas e só… coração.

     

    António Zumaia

     

    Estoril – Portugal

    October 03

    As minhas netas

     

     

    As minhas netas

     

    Deu-me Deus as duas prendas,

    que oiço em alegria…

    É sonho de antigas lendas,

    ouvi-las em melodia.

     

    É o sonho de poetas,

    o canto do rouxinol,

    mas ouvir as minhas netas,

    é brilho do próprio sol.

     

    A Patrícia é doçura,

    que simplesmente encanta;

    No sorriso é ternura,

    quando para nós canta.

     

    A Cláudia é melodia;

    É um anjo do Senhor.

    A sua voz alquimia,

    que nos faz ver o amor.

     

     

     

    De facto, estas minhas netas são a verdadeira prenda que DEUS me deu nesta vida. Nelas me revejo e sinto que valeu a pena viver e tanto sofrer, para ter a dita de ver estes dois anjos crescer e criar beleza. Obrigado meu Deus!

     

    Tenho o grato prazer de compartilhar com os amigos deste Space, dois pedacinhos do seu talento nos vídeos, que podem aceder nos seguintes link:

     

    Patrícia

     

    (Primeiro canta a Inês, depois a Patricia)

     

    http://videos.sapo.pt/aumewB0LrNc5QpgBK9gc

     

     

    Cláudia

     

    (Primeiro canta a Claudia depois o Bernardo)

     

    http://sic.sapo.pt/online/video/programas/companhia-das-manhas/2009/10/a-ana-claudia-e-o-bernardo.htm

     

    Paz e carinho para todos os meus amigos.

     

    António Zumaia

    September 24

    És livre poeta

     

    És livre poeta…

     

    Ensaia esse teu voo de liberdade.

    Não te prendas ao terreno, que é o chão;

    Tu és o dono e senhor dessa verdade,

    que as duras grades… é apenas ilusão.

     

    Porque nada nem ninguém te pode prender,

    voa para sempre no sonho que criaste.

    Nesses poemas que ousaste escrever,

    inseres liberdade que edificaste…

     

    Vagueia livre o limite é o horizonte;

    Nunca prendas as tuas asas ao amor,

    nesse sentimento, que a prisão te apronte.

     

    Vai até ao sol e recolhe o seu calor.

    Bebe as águas frescas de divina fonte.

    Ser poeta é… âmago de cruel dor…

     

    António Zumaia

     

    (Soneto Alexandrino)

    September 12

    As vinhas

     

     

     

    As vinhas...

     

    Sofro calado nas vinhas de raiva,

    Calcando aos pés o meu sonho de amor.

    O sumo embriagante, que eu saiba;

    Nunca me poderá causar a dor.

     

    De raízes mergulhadas na terra,

    ergue-se orgulhosa a videira.

    Douram-se as bagas, que o sumo encerra;

    Numa sagaz mostra e verdadeira…

     

    Porque a vida deu… a vida tirou.

    O homem bebeu… mas não acabou;

    Sente no vinho a raiva da vida.

     

    Sei que sou… um homem que já sofreu.

    Vinho que sobrou… mas não se rendeu;

    Porque tu mulher, és minha querida.

     

     

     

    António Zumaia

     

    September 11

    Outono

     

     

     

     

     

    No Outono

     

    As árvores choram no Outono,

    de sólidas lágrimas caindo.

    Como embriagadas pelo sono,

    vão bem lentamente se despindo.

     

    Se o Outono da vida chegou,

    sê árvore de longas raízes.

    Alguém como ela que chorou,

    lágrimas que não são infelizes.

     

    Mas são elas que dão cor à vida,

    numa pintura do chão da rua.

    Mostra-se verdadeira e querida,

    nos troncos belos e toda nua.

     

    Perto se encontra a felicidade,

    nem será longa a sua espera;

    Porque a natureza é a verdade

    e logo nos chega a Primavera.

     

    Bela e vestida vai mostrar,

    a sua exuberante beleza.

    Como todos devemos amar,

    nossa divina mãe Natureza.

     

    António Zumaia

     

    September 06

    Nesse mar

     

     

     

    Nesse mar

     

    Onde enrolo meus desejos.

    Onde espraio o meu prazer.

    Onde sonho com teus beijos.

    Onde encontro o meu viver…

     

    Nesse mar ondeia o sonho;

    Escrito, beijando a areia.

    Que nos meus versos componho,

    a beleza da sereia.

     

    Doce mistério esse mar,

    que reflecte o meu amor.

    Na ânsia de alcançar,

    essa mulher… minha flor.

     

    Nessa onda alterosa,

    vejo lábios para beijar.

    Como é doce e tão formosa,

    a mulher que quero amar.

     

    Seu corpo é meu bailado,

    na mais bela melodia.

    Se o mar nos tem separado,

    faz da saudade… meu dia.

     

    Ruge o mar no meu destino,

    alterosas suas vagas,

    são da vida o desatino,

    distancia onde me afagas.

     

    É meu destino escrever,

    meus versos na fina areia.

    Ser Don Quixote a sofrer,

    pela sua Dulcineia…

     

     

    António Zumaia

     

     

    August 26

    Por amor

    Por amor te desejo

     

    Houve seios em loucura,

    lábios que se entregaram.

    Deslizou sua ternura

    e os seus olhos brilharam.

     

    Por amor

     

    Os nossos olhos falaram,

    foi a loucura… eu sei.

    Os corpos se incendiaram

    e nesta vida eu amei.

     

    Por amor

     

    Sou em ti no meu gritar,

    doce prazer do amor;

    Os teus gemidos de amar,

    pétalas de linda flor.

     

    Por amor

     

    Neste jogo eu entrei,

    sei que és minha na verdade;

    Esse corpo que eu sonhei

    é minha realidade.

     

    Por amor

     

    Eu faço amor contigo

    e ao mundo gritarei;

    Que o tempo é meu castigo,

    só agora te encontrei.

     

    Por amor

     

    Baila esse corpo ondulante,

    em melodia divina;

    Este homem é amante,

    da beleza peregrina.

     

    Por amor

     

    Ser poeta é castigo,

    por querer divinizar-te;

    É dor que trago comigo,

    queria apenas amar-te.

     

    Por amor

     

    Teu corpo ser o altar,

    do meu sonho de viver,

    se é pecado eu vou pecar;

    Mas é amor com prazer.

     

    António Zumaia

     

    Lisboa – Portugal

    August 09

    Do amor

     

     

    Do amor

     

     

    Salpicos de amor pela madrugada…

    Estranha e trepidante melodia,

    numa noite bela, aluarada.

    Era este amor… que se queria.

     

    Desfilam corpos na noite divina;

    Há muito amor fluente no ar…

    Num misto de prazer se determina,

    o que faremos no acto de amar.

     

    Somos um do outro, intimidade;

    Da balada e canto do destino.

    Pelos olhos desfila a verdade,

    num profundo amor, que nunca termino.

     

    Amo… Porque a vida é amar;

    Meu prazer lho digo ao ouvido,

    num poema que não vai acabar.

    Sem ela serei… um homem perdido.

     

    Beijo louco a lua em desejos,

    arrancando laivos desse prazer,

    na sua boca coloco meus beijos;

    Delírio de quem está a viver.

     

    Seios que ondulam em alegria,

    num corpo divino é tentação.

    A mulher que em meus braços queria,

    é sonho, é vida e uma ilusão…

     

    Esse corpo esmagado no meu leito,

    rompe amarras num grito de ternura.

    Beijo louco o corpo insatisfeito,

    sentindo que a levo à loucura.

     

    Te amo… te amo… e te amo.

    Recolhe em ti o amor que te dou.

    É nos ventos agrestes que eu te chamo,

    és a tempestade, que em mim ficou.

     

    Porque eu te amo…

    Porque te desejo…

    Porque te chamo…

    E dou-te meu beijo,

    com muito amor

    és o carinho de uma flor.

     

    António Zumaia

     

     

    July 17

    Á poetisa Elena Barbosa (Lenya Terra - Brasil)

     
     

     

    «««««« Silêncio… morreu um poeta »»»»»»

     

    Minha sentida homenagem aquela que nos legou belíssimos poemas e os dizia com tanto sentimento.

     

    A minha saudade Helena Barbosa

     

    Sobe o anjo

    Ás mãos do Senhor.

    O Céu fica mais rico,

    a terra bem mais pobre,

    bem triste e pequena.

    Porque nos deixaste… Helena?

     

    Porque te choro querida?

    Ao etéreo onde subiste;

    Lembra…

    O que em meus olhos viste;

    Nossos poemas foram vida,

    de uma beleza serena.

    Porque nos deixaste… Helena?

     

    Choro o teu cantar.

    Teus poemas ao amor;

    Esse azul de encantar.

    Esse perfume de flor;

    A beleza de um poema.

    Porque nos deixaste… Helena?

     

    Moravas em meu coração,

    recanto pleno de beleza;

    Tua luz doce clarão,

    de amizade e nobreza.

    Nossas lágrimas, dilema;

    Porque te perdemos… Helena?

     

    O teu e nosso SENHOR,

    na SUA sabedoria,

    viu teus cânticos de amor;

    Esse amor que ELE queria.

    Amor… verdade suprema

    e nós te perdemos… Helena!

     

    As lágrimas são caminho

    e a nossa oração…

    Fizeste em nós o carinho;

    És a nossa devoção.

    Helena tão pura e sã;

    Te perdemos… doce irmã!

     

     

     

     

    A minha singela homenagem à já saudosa poetisa do nosso querido Brasil, que na língua de Camões escreveu páginas de pura beleza poética; Deu-nos uma lição de vida pautada pelo amor, todos que tiveram a dita de a ler e privar com ela, foi-lhes dada a felicidade de ser o alvo dos seus belíssimos poemas.

    Helena Barbosa, mulher, mãe e poetisa de palavras por vezes violentas, por vezes suaves, mas sempre expressando ensinamentos que nos faziam ver na vida uma réstia de esperança em todos os seus desacatos.

    Tive a dita de um dia a poder abraçar e entender as suas palavras de esperança; A partir desse dia voltei a sorrir, só por isso te considero minha irmã, a que nunca tive infelizmente, para me ajudar na minha pretensa desdita.

    Seus poemas e voz serão para nós um lenitivo da saudade, que indubitavelmente nos vai atingir pela ausência, que Deus nos forçou a aceitar, embora saiba que a nossa dor é fruto do muito amor que ela nos legou. Ajuda-a e ajuda-nos, meu DEUS.

     

    António Zumaia

     

    Lisboa, 16 de Julho de 2009

     

     

    June 16

    Dança na vida :::> António Zumaia <:::

     
     
     

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    r de

    Dança na vida
    António Zumaia

    Dança nas asas do vento,
    em loucura e delírio…
    Ternura no pensamento,
    mas do meu corpo é martírio.

    Flutuas em melodia,
    como suave andorinha.
    Ó meu Deus! Como eu queria,
    que ela fosse apenas minha.

    Voas no palco e na vida,
    deslumbrando em magia,
    elegante e querida
    e este homem sofria…

    Da visão embriagado;
    Cerro os olhos para ver.
    Penso a ter abraçado,
    ter a dita de viver.

    Mas teu destino a dança,
    perdida na melodia;
    Da plateia não se alcança,
    essa diva que sorria.

    Mas a cena acabou.
    O palco se esvaziou.
    Este ser que tanto amou,
    sentiu-se só… e ficou.


    Lisboa - Portugal 

    14/06/2009

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    June 10

    Dia de Portugal - 10 de Junho - António Zumaia

     
     

     

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    Dia de Portugal
    10 de Junho
     
    António Zumaia
     
     É dia de PORTUGAL.
    Recordemos o passado,
    foi um povo sem igual;
    Cujo destino é o fado.
     
    Criou para si a saudade,
    sua vida foi o mar…
    Nobre na ingenuidade,
    sempre pelo bem a lutar.
     
    Seus feitos Camões cantou;
    Deu ao mundo a Lusa gesta,
    que a todo o mundo encantou
    e homenagem, lhe presta.
     
    Foi esse o meu PORTUGAL.
    O que hoje quero lembrar,
    a nobreza foi sinal,
    dos poetas… o cantar.
     
    Canta o fado Português;
    Povo que sofreu… e sofre.
    Humilde na pequenez,
    já condenado e pobre.
     
    Só tua alma é grandeza.
    Grita a tua liberdade…
    És nobre nessa pobreza,
    é essa a tua verdade.
     
    Viva PORTUGAL.
     
    Lisboa, 10 de Junho de 2009 
     

     
    June 05

    Pela Pátria :::> António Zumaia <:::

     
     
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     Pela PÁTRIA
    António Zumaia 

    Guerra, glória e sofrimento;
    Alma pura… lutador.
    Ser ferido sem lamento,
    ter pela PÁTRIA amor.

    Lutar pela pátria amada,
    orgulho da nossa raça;
    Na coragem sublimada,
    na bala que por nós passa. 

    Lutou-se com muita dor,
    a morte foi companheira;
    Fome, sede e horror
    e coragem verdadeira.

    Rosa branca é o lema,
    dessa pátria em quem tu crês.
    A valentia é o tema,
    do soldado português.

    Hoje existe a saudade,
    daqueles que já partiram.
    Nossa bandeira a verdade,
    que estes soldados uniram.
     

    VIVA PORTUGAL!

    31 de Maio 2009

     

    May 22

    Feliz Aniversário! Meu querido pai.

     
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     A mais bela prenda que um pai pode receber de sua filha.
    António Zumaia

     
    Feliz Aniversário!
     
    Gosto de ti tal como és
    a vida fez-te sofrer,
    levaste pontapés
    que não podes esquecer.
     
    Meu pai, como Camões
    homem com valor!
    Na vida desilusões
    de uma vida com amor.
     
    Tuas palavras, meu orgulho
    jamais vou esquecer
    neste mar eu mergulho
    para a poesia fazer.
     
    70 anos para festejar
    uma vida de loucura
    tua filha está a tentar
    escrever-te com ternura.
     
    Parabéns meu querido pai
    gostava de estar contigo
    a infância já lá vai
    mas fica o ombro amigo.
     
    Belinha
     

    Meu querido pai, que faças muitos e muitos anos para que me vejas envelhecer, adoro-te, tenho saudades de quando era pequenina e tu brincavas comigo. Muitos parabéns e um beijinho com amor da tua filha, Belinha

    Lisboa, Portugal, 15 de Maio de 2009

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    May 15

    António Zumaia - 15 de maio - 70 anos

     
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    António Zumaia

     
    15 de Maio de 2009 faz o homem setenta anos, mas tem o privilégio de ser poeta e este não tem idade.
     
     
    O tempo na vida de um poeta
     
    E o tempo vai passando,
    desdenhoso e cruel;
    Horas minutos contando,
    o que escreve no papel.
     
    No livro da sua vida,
    muita coisa se escreveu;
    Houve até mulher perdida,
    nessas horas que viveu.
     
    Passa o tempo, a vida vai;
    As horas vai descontando,
    este poeta não sai,
    da vida que vai levando.
     
    Dá seus poemas à lua
    e até a divindades;
    À mulher que já foi sua
    e as imensas saudades.
     
    O que escreve ele sente,
    pode nem ser a verdade;
    Derrama da sua mente,
    sem ver a realidade.
     
    Mas seu tempo é contado,
    nos caminhos que percorre.
    Encanta e fica encantado,
    pois poeta nunca morre.
     
    António Zumaia
     

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    Sines – Portugal
    15 de maio de 2009

     
     
     
     
    May 06

    Tenho fome... mulher

     

    Tenho fome...

     

    Do teu carinho e amor;

    Carência de ti mulher…

    Do teu corpo o calor,

    tudo que de ti vier.

     

    Anseio gritar a vida,

    ao teu corpo adentrar;

    Vem mulher! És tão querida,

    que é meu sonho, o te amar.

     

    Não dês ouvidos à vida.

    Vem! Vamos fazer amor.

    Esquece toda a ferida,

    que apenas te causou dor.

     

    Tenho fome de carinho,

    do que a mulher sabe dar.

    Quero que sejas meu vinho,

    que me possa embriagar.

     

    Tenho fome dos teus beijos,

    da minha vida és altar;

    Onde escondo os meus desejos,

    onde desejo rezar…

     

    Tenho fome do que és,

    nesse corpo de mulher;

    Em amor fico a teus pés,

    beijando o que poder.

     

    Tenho fome de amor;

    É esse o meu castigo,

    ficarei preso na dor;

    Se não fizer amor contigo.

     

     

    António Zumaia

     
     
    Este poema encontra-se dito pelo autor em: http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/21515
    May 01

    Dia da mãe 03 de Maio

     

    03 de MAIO Dia da Mãe…

     

     

    Dedico por inteiro e com todo o amor de filho, este Dia da mãe à minha que já faleceu, e a todas as mulheres que tiveram a dita de ser mães. Á minha, por ter-me dado a vida e tudo ter feito, para eu saber dar o devido valor, à mais bela palavra que define um dos sentimentos mais belos… O AMOR.

     

     

    Citando Camões:

     

    Alma minha gentil que te partiste,

    tão cedo desta vida descontente.

    Repousa lá no céu eternamente,

    viva eu cá na terra sempre triste.

     

     

    Esta quadra, do belo soneto de Camões, quando a leio, sempre me faz lembrar, que minha querida mãe partiu.

     

    Ela foi mãe, mestra e protectora, sempre colocando minhas necessidades em primeiro lugar, num espantoso exemplo de sacrifício maternal.

    Não é pois de admirar que este amor cimentado pela ausência, me faça escrever estes poemas que me saem naturalmente do coração.

    Se na verdade, memória desta vida se consente, lembra que teu filho ainda hoje derrama lágrimas de dor e saudade.

     

     

    Sra. Joaquina Afonso Lopes Basílio Ferreira.

    - Nascimento 28 de Agosto de 1909 

    - Falecida a 23 de Março de 1993

     

     

     

    Querida Mãe, um recado para ti

     

     

    Mãe...

     

    Ouve este gemido e este lamento.
    Teu filho a vida, está a viver...
    Esta saudade que tenho é tormento,
    porque tua ausência me faz sofrer...

     

    Mãe...

     

    A tua palavra meiga ao deitar,
    esse teu carinho desvanecido...
    Teu alegre bom dia, ao levantar.
    Ah! Como era feliz por ter nascido...

     

    Mãe...

     

    Por que chora meu pobre coração?
    Eu sou homem e luto para viver...
    Em menino era a tua devoção,
    e deste o teu carinho, para crescer...

     

    Mãe...

     

    Querida... como todas as mães da vida,
    porque choro, se Deus te quis levar?
    És sempre presente e nunca esquecida,
    és imagem que sempre vou amar.

     

     

    Mãe... olha o teu filho.

     

    De menino a homem a idoso,
    sempre lutei pelo bem, que me ensinaste;
    Fui sempre leal, bom e carinhoso,
    nessa estrada certa que me criaste...

     

    Mas olha o teu filho ó mãe...

     

    Estou por agora criando beleza...
    Sou um homem que não se realizou.
    Mas tenho em mim esta grande riqueza,
    destas mãos saem... tudo o que eu sou.

     

    É verdade ó mãe querida...

     

    Eu não soube, amontoar a riqueza,
    bens materiais me escasseiam na vida...
    Mas criaste carácter de firmeza;
    Só por isso, nunca serás esquecida.

     

    Obrigado... ó mãe.

     

    Olha estas lágrimas... são teu presente;
    Oferece a Jesus, junto com as tuas...
    ELE decerto ficará contente,
    teu filho vagueará por estas ruas...

     

    Beijos etéreos... Querida mãe.

     

     

    Um dia, quando Deus quiser, irei dizer-te este poema minha querida mãe.

     

     

    António Zumaia