António's profileFÁBRICA DE SONHOS - 2009...PhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
22 November Brilho da mulher
A mulher brilha
Esse brilho que ostentas no teu olhar é quando ficas radiante de ternura; O teu êxtase conseguiste alcançar e houve amor… nessa tua ventura.
Como brilha a mulher quando ama, no sorriso que em seus lábios teima; Exulta em alegria na cama, nessa chama doce, quando a queima.
Brilha o teu sorriso em alegria, nos cabelos loiros… raios de luz e esse brilho, que tanto queria; Nesse belo corpo, que me seduz.
Entre tantas mulheres te procurei. No teu divino corpo estava a flor. Tu brilhaste… e aí eu me dei, nesse mais belo festim de amor.
Brilha estrela em luz deslumbrante, cega este homem que tanto ama. Será doido, poeta e amante; Pétalas de rosa na tua cama.
O teu brilho é amor consumado e é nele que eu vejo a verdade. És o amor, quando estou a teu lado, nesse teu brilho de felicidade...
António Zumaia
Estoril – Portugal 15 November Fado meuFado
Belas mulheres me cruzei, que me deram seu carinho. Foram uvas que esmaguei, mas não me deram o vinho.
Desde falsas a pedantes; Amor… não souberam dar, andorinhas inconstantes, sem coração para amar.
Num dia que eu cantei, houve uma alma a escutar; Perdi-me pois eu não sei, se ainda posso amar.
Dançou e me encantou; Houve alegria no ar, o encanto em mim criou e fez-me assim amar.
Novo sonho e novo fado, eu senti na minha vida; Senti amor no trinado, dessa mulher tão querida.
Agora choro a saudade, de fazer-mos a canção; Em carinho e verdade, juntar-mos o coração.
António Zumaia
Estoril – Portugal
05 November Quero amorQuero amor
Quero o teu amor ao nascer do dia. Quero esse teu corpo, flor perfumada. Quero tua boca por mim beijada. Quero dar-te o amor que me consumia.
Quero amor
Quero amor quando a noite se acalma. Quero teu corpo perfumando o meu. Quero-te mulher o amor nasceu. Quero-te mulher de corpo e alma.
Quero amor
Os nossos corpos em estranho bailado, nas carícias que o amor ditar; Que ao sermos um… ouvir-te gritar, o meu nome, como o ser teu amado.
Quero amor
Desliza sob mim no teu bailado, numa estranha dança de loucura. Doce gemido, ao me dares a ternura; No meu prazer quando te vai ser dado.
Quero amor
Quero amor… nos teus seios tentação. Quero amor… nos teus lábios doce vida. Quero o amor… do teu corpo querida. Quero o amor… que tens no coração.
Quero amor
Quero amor, minha querida mulher. Minhas mãos teu corpo percorrer, o mais belo poema escrever, todo esse amor, que de ti vier.
António Zumaia
Estoril – Portugal
26 October Dama da noite
Dama da noite
Em mistério, estrela branca que desperta, quando o sol vai descansar e a lua aponta. Á luz do dia envergonhada e coberta, ela se esconde, como menina tonta.
O branco da lua nas pétalas resplandece; Em seu centro há um verde de esperança. Espalha o seu perfume quando floresce, como um sonho belo, que ninguém alcança.
A Dama da Noite senhora e rainha; É ela a flor… de mistério e de amor. Seu perfume inebria e a faz minha.
Na cálida noite espalha o seu odor; Estrela cadente esta pobre florzinha, nos dá na vida… a beleza e a cor.
António Zumaia
Estoril – Portugal
Nota: A Dama da Noite é uma flor que somente à noite abre suas pétalas e liberta um perfume inebriante. Por a achar um encanto da natureza lhe dedico este soneto alexandrino. 22 October Fado
Grito meu fado
Que grite agora quem pode gritar, porque o meu ficou preso na garganta; Esse sonho que teimo em sonhar, é a triste fadista que o canta.
Quando ela se desgarra no meu grito, há amor que não posso alcançar. Neste poema posso não ter escrito, até a razão… deste meu gritar.
Trina no meu peito a ilusão, mas uso o fado no meu cantar. Guitarra é assim meu coração, dedilhada no mais belo trinar.
Pega na guitarra e vem comigo, canta para o mundo esse teu fado. O trinar da guitarra é castigo, que nos acompanha em todo o lado.
Podes voar tal qual a andorinha, nesse voo triste e inquieta; Num cruzar de céus triste e sozinha, coração que nada o aquieta.
O destino nos deu separação, paralelos são os nossos caminhos. Como a guitarra trina ilusão… É bem triste… Mas estamos sozinhos.
António Zumaia
Estoril – Portugal
13 October Essa nau em bailado
Essa nau em bailado
Cruéis ventos que a nau afastam, numa borrasca de fúria e dor. Lábios almiscarados nos bastam, na dura luta pelo amor.
A nau ao longe no horizonte, com esse mar em louco bailado. Não é destino que se apronte; O poeta chora deste lado…
Esta nau tristemente levada; Embalada… em triste melodia, sabe deste lado ser amada; Nas tristes lágrimas que vertia.
Dessas lágrimas se faz o mar, salgado numa triste saudade e a sereia no seu bailar, recria a dor e a verdade.
Então o poeta enraivecido, faz poemas à mulher formosa; Vencerá o mar se for preciso, para colher a mais bela rosa.
António Zumaia
Lisboa – Portugal 05 October Voa poeta II
Voa poeta II
Nesse voo rasante de alegria, canta o poeta uma trova qualquer; Nessas palavras ele exprimia, o seu grande amor… a uma mulher.
As asas do poeta são poemas. O seu mundo louco a poesia; A musa enfeitada de açucenas, são a vida que ele tanto queria.
Voa poeta… terás de voar. Mar imenso da imaginação, será nele… o teu doce cantar.
Voa poeta na tua ilusão… Os teus poemas fazem-te sonhar; Tu és apenas e só… coração.
António Zumaia
Estoril – Portugal 03 October As minhas netas
As minhas netas
Deu-me Deus as duas prendas, que oiço em alegria… É sonho de antigas lendas, ouvi-las em melodia.
É o sonho de poetas, o canto do rouxinol, mas ouvir as minhas netas, é brilho do próprio sol.
A Patrícia é doçura, que simplesmente encanta; No sorriso é ternura, quando para nós canta.
A Cláudia é melodia; É um anjo do Senhor. A sua voz alquimia, que nos faz ver o amor.
De facto, estas minhas netas são a verdadeira prenda que DEUS me deu nesta vida. Nelas me revejo e sinto que valeu a pena viver e tanto sofrer, para ter a dita de ver estes dois anjos crescer e criar beleza. Obrigado meu Deus!
Tenho o grato prazer de compartilhar com os amigos deste Space, dois pedacinhos do seu talento nos vídeos, que podem aceder nos seguintes link:
Patrícia
(Primeiro canta a Inês, depois a Patricia)
http://videos.sapo.pt/aumewB0LrNc5QpgBK9gc
Cláudia
(Primeiro canta a Claudia depois o Bernardo)
Paz e carinho para todos os meus amigos.
António Zumaia 24 September És livre poetaÉs livre poeta…
Ensaia esse teu voo de liberdade. Não te prendas ao terreno, que é o chão; Tu és o dono e senhor dessa verdade, que as duras grades… é apenas ilusão.
Porque nada nem ninguém te pode prender, voa para sempre no sonho que criaste. Nesses poemas que ousaste escrever, inseres liberdade que edificaste…
Vagueia livre o limite é o horizonte; Nunca prendas as tuas asas ao amor, nesse sentimento, que a prisão te apronte.
Vai até ao sol e recolhe o seu calor. Bebe as águas frescas de divina fonte. Ser poeta é… âmago de cruel dor…
António Zumaia
(Soneto Alexandrino) 12 September As vinhas
As vinhas...
Sofro calado nas vinhas de raiva, Calcando aos pés o meu sonho de amor. O sumo embriagante, que eu saiba; Nunca me poderá causar a dor.
De raízes mergulhadas na terra, ergue-se orgulhosa a videira. Douram-se as bagas, que o sumo encerra; Numa sagaz mostra e verdadeira…
Porque a vida deu… a vida tirou. O homem bebeu… mas não acabou; Sente no vinho a raiva da vida.
Sei que sou… um homem que já sofreu. Vinho que sobrou… mas não se rendeu; Porque tu mulher, és minha querida.
António Zumaia
11 September Outono
No Outono
As árvores choram no Outono, de sólidas lágrimas caindo. Como embriagadas pelo sono, vão bem lentamente se despindo.
Se o Outono da vida chegou, sê árvore de longas raízes. Alguém como ela que chorou, lágrimas que não são infelizes.
Mas são elas que dão cor à vida, numa pintura do chão da rua. Mostra-se verdadeira e querida, nos troncos belos e toda nua.
Perto se encontra a felicidade, nem será longa a sua espera; Porque a natureza é a verdade e logo nos chega a Primavera.
Bela e vestida vai mostrar, a sua exuberante beleza. Como todos devemos amar, nossa divina mãe Natureza.
António Zumaia
06 September Nesse mar
Nesse mar
Onde enrolo meus desejos. Onde espraio o meu prazer. Onde sonho com teus beijos. Onde encontro o meu viver…
Nesse mar ondeia o sonho; Escrito, beijando a areia. Que nos meus versos componho, a beleza da sereia.
Doce mistério esse mar, que reflecte o meu amor. Na ânsia de alcançar, essa mulher… minha flor.
Nessa onda alterosa, vejo lábios para beijar. Como é doce e tão formosa, a mulher que quero amar.
Seu corpo é meu bailado, na mais bela melodia. Se o mar nos tem separado, faz da saudade… meu dia.
Ruge o mar no meu destino, alterosas suas vagas, são da vida o desatino, distancia onde me afagas.
É meu destino escrever, meus versos na fina areia. Ser Don Quixote a sofrer, pela sua Dulcineia…
António Zumaia
26 August Por amorPor amor te desejo
Houve seios em loucura, lábios que se entregaram. Deslizou sua ternura e os seus olhos brilharam.
Por amor
Os nossos olhos falaram, foi a loucura… eu sei. Os corpos se incendiaram e nesta vida eu amei.
Por amor
Sou em ti no meu gritar, doce prazer do amor; Os teus gemidos de amar, pétalas de linda flor.
Por amor
Neste jogo eu entrei, sei que és minha na verdade; Esse corpo que eu sonhei é minha realidade.
Por amor
Eu faço amor contigo e ao mundo gritarei; Que o tempo é meu castigo, só agora te encontrei.
Por amor
Baila esse corpo ondulante, em melodia divina; Este homem é amante, da beleza peregrina.
Por amor
Ser poeta é castigo, por querer divinizar-te; É dor que trago comigo, queria apenas amar-te.
Por amor
Teu corpo ser o altar, do meu sonho de viver, se é pecado eu vou pecar; Mas é amor com prazer.
António Zumaia
Lisboa – Portugal 09 August Do amor
Do amor
Salpicos de amor pela madrugada… Estranha e trepidante melodia, numa noite bela, aluarada. Era este amor… que se queria.
Desfilam corpos na noite divina; Há muito amor fluente no ar… Num misto de prazer se determina, o que faremos no acto de amar.
Somos um do outro, intimidade; Da balada e canto do destino. Pelos olhos desfila a verdade, num profundo amor, que nunca termino.
Amo… Porque a vida é amar; Meu prazer lho digo ao ouvido, num poema que não vai acabar. Sem ela serei… um homem perdido.
Beijo louco a lua em desejos, arrancando laivos desse prazer, na sua boca coloco meus beijos; Delírio de quem está a viver.
Seios que ondulam em alegria, num corpo divino é tentação. A mulher que em meus braços queria, é sonho, é vida e uma ilusão…
Esse corpo esmagado no meu leito, rompe amarras num grito de ternura. Beijo louco o corpo insatisfeito, sentindo que a levo à loucura.
Te amo… te amo… e te amo. Recolhe em ti o amor que te dou. É nos ventos agrestes que eu te chamo, és a tempestade, que em mim ficou.
Porque eu te amo… Porque te desejo… Porque te chamo… E dou-te meu beijo, com muito amor és o carinho de uma flor.
António Zumaia
17 July Á poetisa Elena Barbosa (Lenya Terra - Brasil)
«««««« Silêncio… morreu um poeta »»»»»»
Minha sentida homenagem aquela que nos legou belíssimos poemas e os dizia com tanto sentimento.
A minha saudade Helena Barbosa
Sobe o anjo Ás mãos do Senhor. O Céu fica mais rico, a terra bem mais pobre, bem triste e pequena. Porque nos deixaste… Helena?
Porque te choro querida? Ao etéreo onde subiste; Lembra… O que em meus olhos viste; Nossos poemas foram vida, de uma beleza serena. Porque nos deixaste… Helena?
Choro o teu cantar. Teus poemas ao amor; Esse azul de encantar. Esse perfume de flor; A beleza de um poema. Porque nos deixaste… Helena?
Moravas em meu coração, recanto pleno de beleza; Tua luz doce clarão, de amizade e nobreza. Nossas lágrimas, dilema; Porque te perdemos… Helena?
O teu e nosso SENHOR, na SUA sabedoria, viu teus cânticos de amor; Esse amor que ELE queria. Amor… verdade suprema e nós te perdemos… Helena!
As lágrimas são caminho e a nossa oração… Fizeste em nós o carinho; És a nossa devoção. Helena tão pura e sã; Te perdemos… doce irmã!
A minha singela homenagem à já saudosa poetisa do nosso querido Brasil, que na língua de Camões escreveu páginas de pura beleza poética; Deu-nos uma lição de vida pautada pelo amor, todos que tiveram a dita de a ler e privar com ela, foi-lhes dada a felicidade de ser o alvo dos seus belíssimos poemas. Helena Barbosa, mulher, mãe e poetisa de palavras por vezes violentas, por vezes suaves, mas sempre expressando ensinamentos que nos faziam ver na vida uma réstia de esperança em todos os seus desacatos. Tive a dita de um dia a poder abraçar e entender as suas palavras de esperança; A partir desse dia voltei a sorrir, só por isso te considero minha irmã, a que nunca tive infelizmente, para me ajudar na minha pretensa desdita. Seus poemas e voz serão para nós um lenitivo da saudade, que indubitavelmente nos vai atingir pela ausência, que Deus nos forçou a aceitar, embora saiba que a nossa dor é fruto do muito amor que ela nos legou. Ajuda-a e ajuda-nos, meu DEUS.
António Zumaia
Lisboa, 16 de Julho de 2009
16 June Dança na vida :::> António Zumaia <:::
10 June Dia de Portugal - 10 de Junho - António Zumaia
05 June Pela Pátria :::> António Zumaia <:::
22 May Feliz Aniversário! Meu querido pai.
15 May António Zumaia - 15 de maio - 70 anos
|
|
|